Boeing 787 Dreamliner com o qual a companhia aérea Qantas fará o voo entre Nova York e Sydney.

São 19 horas de voo de Cingapura para Nova York. Isso sem fazer escalas!

Esse é o tempo necessário para cobrir o que é até agora a viagem aérea mais longa e sem escalas de um avião de passageiros. Uma rota que abriu no ano passado e em breve perderá esse recorde.

Nesta próxima sexta-feira uma aeronave decolará de Nova York para Sydney, chegando no domingo na Austrália, sem qualquer escala.

A aeronave operada pela Qantas Airways (um Boeing 787-9 Dreamliner) viajará pouco mais de 16000 quilômetros e 15 fusos horários em aproximadamente 20 horas.

Neste projeto a companhia vai realizar três voos diretos, de Nova York até Sydney, e igualmente de Londres até Sydney. Isso será testado durante voos de entrega do Boeing 787-9, as aeronaves vão partir de Sydney, e ao invés de voar vazia para a Austrália, elas serão direcionadas para Nova York, onde partem com 40 passageiros a bordo, incluindo a tripulação.

A companhia aérea australiana promoveu o voo com uma campanha que garante que “cobaias humanas testem um voo de 20 horas”. Os cientistas enfrentam o desafio de analisar a atividade cerebral dos pilotos e sua capacidade de manter a atenção. Além disso, eles vão monitorar a comida, o sono e a atividade de várias dezenas de viajantes, a fim de ver como os humanos suportam o teste.

Os passageiros na cabine, em sua maioria funcionários da Qantas, serão equipados com dispositivos eletrônicos que medem o comportamento do organismo, ao longo das horas de duração do voo. 


Cientistas e especialistas médicos do Centro Charles Perkins irão monitorar padrões de sono, consumo de alimentos e bebidas, iluminação, movimento físico e entretenimento a bordo para avaliar o impacto na saúde, no bem-estar e no relógio biológico.

“O voo de longa distância apresenta muitas questões de senso comum sobre o conforto e o bem-estar dos passageiros e da tripulação. Esses voos fornecerão dados valiosos para ajudar a respondê-los.”

“Para os clientes, a chave será minimizar o jet lag e criar um ambiente no qual eles façam um voo tranquilo e agradável. Para a tripulação, trata-se de usar pesquisas científicas para determinar as melhores oportunidades para promover o estado de alerta quando estão em serviço e maximizar o descanso durante o tempo de inatividade nesses voos”, disse o CEO da Qantas Group, Alan Joyce.

Gerenciar o esgotamento do pessoal em viagens muito longas é um problema para todo o setor. De acordo com o mais recente manual de gerenciamento de fadiga da IATA, algumas tripulações de cabine podem passar quase 21 horas acordadas no dia de um voo de longa distância, mesmo quando o período de serviço é inferior a 10 horas.