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Os voos da Rainha Elizabeth II em 70 anos, veja quais aeronaves a monarca viajou inclusive para o Brasil

Rainha Elizabeth II Concorde
Erainha Elizabeth II e seu marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, desembarcam de um avião de transporte supersônico Concorde da British Airways após sua chegada para uma visita real nos EUA. Foto: JERRY WILSON/Via Wikimedia

Na última quinta-feira (08) o mundo se surpreendia com a morte da Rainha Elizabeth II no Castelo de Balmoral na Escócia. Em 70 anos de reinado, a monarca mais longeva do Reino Unido utilizou diversas aeronaves em suas viagens oficiais no mundo todo.

Ao longo de seus 96 anos de vida, a Rainha Elizabeth II vivenciou guerras, pandemia, crises econômicas e problemas na família real. A monarca foi casada com Príncipe Philip com quem teve quatro filhos e oito netos incluindo Harry e William.

Em 70 anos de reinado, a monarca utilizou diversos tipos de aeronaves em viagens curtas e longas utilizando aeronaves destinadas ao transporte real ou até mesmo aviões e helicópteros comerciais, vamos conhecer neste artigo algumas delas.

 

Viagem que mudou sua vida

Em 1952 em sua primeira viagem real, Elizabeth II ainda não era rainha pois seu pai era o Rei George VI. A uma idade já mais avançada, a princesa então passou a representar seu pai nas viagens oficiais, e logo embarcou em tour que passaria por países como Austrália, Nova Zelândia e uma passagem pelo continente africano. 

A princesa seguiu viagem no Canadair North Star, uma versão ‘atualizada’ do Douglas DC-4 da companhia aérea local British Overseas Airways Corporation (BOAC). A aeronave de matrícula G-ALHK recebeu algumas modificações para a viagem real. 

Na época ainda Princesa Elizabeth, em 1952, desembarcando de um Douglas DC-4 da BOAC.

O seu interior recebeu algumas modificações como a troca de algumas poltronas mais leves e também embarcaram duas camas. No começo do mês de fevereiro a aeronave partiu para Nairobi a capital do Quênia, onde realizariam a primeira escala para reabastecimento e descanso.

A viagem deveria ter continuado para Austrália e também para a Nova Zelândia em um navio porém não foi possível continuar. O casal real Elizabeth e Philip receberam a trágica notícia do falecimento do rei George VI e imediatamente retornaram para o Reino Unido.

Como tudo precisava ser imediato, um Douglas DC-3 da East African Airways foi realocado para transportar o casal real de Nanyuki uma cidade no Quênia onde eles descansavam e aproveitavam a viagem para Uganda na África.

 

De Uganda, novamente o Canadair North Star da BOAC transportou a princesa Elizabeth e o príncipe Philip de volta ao Reino Unido. Naturalmente após o falecimento de seu pai, Elizabeth então passava a se tornar a Rainha Elizabeth II.

Uma das primeiras mudanças após a posse da nova rainha, foi a mudança do nome oficial do grupo de transporte real para The Queen’s Flight, que anteriormente em alusão ao rei se chamava The King’s Flight.

A frota real era composta por aeronaves Avro York, Vickers VC1 Viking, De Havilland Heron, De Havilland Devon, Hawker Siddeley Andover e um DHC-1 Chipmunk. 

 

Nova era com a Rainha Elizabeth II

Em 1954, a agora Rainha Elizabeth II deu continuidade a sua viagem para a Austrália que acabou sendo interrompida pelo falecimento de seu pai e rei George VI.

Na segunda ocasião a Qantas disponibilizou um Boeing 707 para que a monarca pudesse utilizar em sua primeira visita no país. Com um serviço diferenciado e exclusivo, a companhia aérea passou a ser a ‘transportadora oficial’ da rainha em viagens para Austrália.

Em 1957, a nova monarca realizou uma viagem oficial aos EUA, mas não utilizou nenhuma aeronave oficial da sua frota real. A viagem partiu de Jamestown na Virginia, foi realizado no único Lockheed VC-121E já construído na história, no qual foi designado para ser o ‘Air Force One’ dos EUA, serviço do presidente Eisenhower.

O avião se tornou uma versão militar e chamado de ‘Columbine III’ para o L- 1049 Super Constellation, servindo o presidente americano até 1961. 

Nas primeiras viagens feitas pela nova monarca com sua frota, foram adicionadas duas aeronaves Douglas Dakota, versão militar para o DC-3. Os novos aviões foram utilizados em uma viagem ao Nepal no ano de 1961.

 

Viagem ao Brasil

Um Comet IV da Royal Air Force foi responsável pelas viagens internas pelo Brasil. Foto: Arquivo Público do DF

A rainha veio ao Brasil em 1968, após uma rápida passagem pelo México onde estavam ocorrendo os Jogos Olimpicos. A aeronave utilizada foi um belíssimo VC-10 da BOAC, onde no Brasil a monarca passou por São Paulo, Campinas, Recife, Salvador e a nova capital Brasília. A viagem durou ao todo 11 dias.

Durante a visita no país, a monarca britânica assistiu ao lado do Príncipe Philip uma partida de futebol da seleção brasileira, onde também conheceu Pelé. O casal real ganhou algumas lembranças bem brasileiras como um berimbau, um casal de onças, e um par de brincos dedicados.

O novo ‘queridinho’ da monarca

Algum tempo depois a rainha voaria em uma das aeronaves mais icônicas de toda a história da aviação, o lendário Concorde. A Rainha Elizabeth II voaria no Concorde da British Airways.

O voo em si além de ter sido o primeiro da monarca no supersônico, também foi o primeiro voo do Concorde que operou em Barbados no Caribe. A aeronave utilizada no voo oficial foi o G-BOAE.

Rainha Elizabeth desembarcando do Concorde em visita ao Kuwait, em 1979.

A rainha ‘adotou’ o Concorde por alguns anos em suas viagens oficiais, tendo utilizado o mesmo em outras viagens à Barbados nos anos de 1987, 1983 e em uma viagem para o Kuwait em 1979. Em viagens para o Oriente Médio em 1984 e para os EUA 1991, a monarca também utilizou o jato.

Em 1986 foram utilizadas três novas aeronaves BAe 146, que foram incorporadas à frota  The Queen’s Flight. Como eram aeronaves menores, os BAe 146 de fabricação britânica foram utilizadas em voos domésticos ou em voos mais curtos pela Europa.

Todos tinham a configuração real, com uma cabine exclusivamente feita e dedicada para o transporte real.

 

Preferência da Rainha por aeronaves comerciais

Nos anos 90, a Qantas voltou a transportar a monarca britânica em viagens para a Austrália, mas dessa vez com novas e modernas aeronaves Boeing 747. A viagem realizada em 18 de fevereiro de 1992.

Em 1995 em uma nova viagem internacional, a rainha do Reino Unido seguiu viagem novamente fora de sua frota oficial real. Dessa vez a Air New Zealand foi a escolhida para transportar a monarca, e utilizou um Boeing 747. A viagem contou com uma escala em Los Angeles antes de chegar a Auckland.

Durante o voo, a Rainha Elizabeth II teve a Primeira Classe totalmente a disposição dela além de mais três comissários dedicados exclusivamente. Na Classe Executiva estavam 26 funcionários da família real, e curiosamente os outros 384 lugares na Classe Econômica estavam ocupados por passageiros pagantes.

Rainha cumprimenta os convidados depois de pousar em um Qantas 747 para iniciar o Royal Tour of Australia de 1992.

Como era um voo regular e acabou se tornando um ‘especial’, os passageiros daquele Boeing 747 precisaram ter uma revista de segurança ainda mais critica, além disso foram presenteados com uma caneta especial de lembrança desta viagem.

Em suas últimas viagens internacionais, a Rainha Elizabeth II voou pela British Airways nos até então novos Boeing 777-200ER. A viagem foi para Canberra e Melbourne na Austrália em 2006, a aeronave escalada foi a G-YMMO que ainda realizou uma escala em Cingapura.

Em outubro de 2011 uma nova viagem foi feita a bordo do Boeing 777-200ER, desta vez o G-YYMP foi quem transportou a rainha e a monarquia real. A aeronave da British Airways realizou a última viagem real de Elizabeth II para a Austrália.

A viagem em si também foi um marco para a companhia aérea, que realizou pela primeira vez o trajeto de forma direta entre Perth e Londres. Até mais ou menos 2019, a rainha britânica utilizou aeronaves da RAF como resultado da fusão da The Queen’s Flight antes de ‘se aposentar’ de viagens internacionais. 

Esta foi a nossa homenagem à Rainha Elizabeth II, que faleceu na última quinta-feira (08) após 70 anos ocupando o cargo de grande reconhecimento no Reino Unido.

 

 

 

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