Plano de restruturação da South African Airways foi aprovado

Foto - Divulgação

Nesta terça-feira (14/07) os credores aprovaram um plano de resgate para salvar a South African Airways. O governo da África do Sul precisa agora de pelo menos 10 bilhões de rands (US$ 596 milhões de dólares) para financiar a restruturação da companhia aérea.

Conforme relatado pela Reuters nesta terça-feira, o administrador da empresa africana Siviwe Dongwana, informou em uma reunião de credores que o plano para resgatar a companhia aérea em quase colapso financeiro havia sido aprovado por 86% dos votos.

Dongwana disse: “Os profissionais acolheram com satisfação a aprovação do plano de resgate comercial com a esmagadora maioria dos que votaram. É um importante passo adiante para a companhia aérea e fornece a certeza necessária para um SAA reestruturado.”

Para que o plano tenha exito, a frota da companhia aérea precisará ser reduzida e a força de trabalho também será reduzida. As operações da companhia aérea serão gradualmente aumentadas à medida que as restrições de viagem forem relaxadas. No entanto, ainda não está claro onde o governo encontrará os 10 bilhões de rands necessários.

O governo já forneceu mais de 20 bilhões de rands (US$ 1,1 bilhão) em financiamento nos últimos três anos. Desde o início de dezembro de 2019 até o final de abril de 2020, mais de US$ 500 milhões foram investidos na companhia aérea para tentar manter a empresa em operação.

Dongwana informou na reunião que de acordo com o prazo estipulado no plano, o Departamento de Empresas Públicas entregaria uma carta aos administradores com um compromisso de financiamento.

Após entrar na proteção contra falência no final do ano passado, a SAA foi obrigada a desenvolver uma nova estratégia. No mês passado, a empresa que não lucrava há mais de oito anos, emitiu o plano de resgate de 110 páginas, detalhando como se tornaria auto-suficiente no futuro e se afastaria de sua dependência do governo.


A companhia aérea regional Airlink, com o apoio de vários sindicatos, tentou bloquear o plano de resgate. O sindicado alegou que o plano não funcionaria e solicitou que o SAA fosse colocado em análise. O Departamento de Empresas Públicas, como acionista majoritário da SAA, decidiu bloquear a ação legal e a votação do plano foi adiante.

De julho a fevereiro de 2021, está priorizando a adição de seis aeronaves de corpo estreito. Até dezembro de 2021, a empresa pretende ter 26 aeronaves com 19 aviões de corpo estreito e sete aviões de corpo largo, servindo 27 destinos em todo o mundo.

Em suas tentativas de otimizar suas operações, a SAA abandonará alguns de seus destinos internacionais, como Guangzhou, Hong Kong, Munique e São Paulo. Além de suas rotas domésticas e regionais, oferecerá cinco voos internacionais para Frankfurt, Londres, Nova York, Perth e Washington DC

A companhia nacional reestruturada pretende operar uma rede doméstica completa e programação a partir de janeiro de 2021.

 

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