Portugal prepara fabricação de novo avião turboélice em parceria com o Brasil

Neste ano a DESAER — Desenvolvimento Aeronáutico e o CEIIA-Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (empresa de bandeira portuguesa), assinaram um Joint-Venture, que visa o desenvolvimento, a construção e a comercialização da aeronave de transporte leve ATL-100.

E no último dia 25 de setembro a ministra da Coesão Territorial de Portugal, Ana Abrunhosa, declarou que a cooperação para construir o novo avião pode resultar em 1200 novos empregos criados em Portugal.

De acordo com Abrunhosa, uma nova unidade de produção de componentes deve ser estabelecida em Évora, na cooperação da Joint-Venture. Além disso, os empregos podem ser distribuídos em unidades em Beja e Ponte de Sor.

Além do avanço tecnológico, esse projeto é bastante significativo para Portugal, que aproveita para reforçar o seu campo industrial, a partir de colaborações, como a já existente com a Embraer e a OGMA.

Conceito da Desaer para um ATL-100 militar, possivelmente operando pela FAB.

O empreendimento pretende constituir um fabricante aeronáutico nacional para o ATL-100, afirma a PACT, “catapultando” a região do Alentejo para uma “posição de liderança” na inovação aeroespacial.

Com essa declaração da ministra, podemos afirmar que a produção e desenvolvimento do ATL-100 será realizada em dois países, no Brasil e em Portugal.

O CEIIA está a recrutar uma gama de especialistas em engenharia estrutural, aerodinâmica, sistemas e gestão de projetos para as novas instalações de Évora, descrevendo o ATL-100 como um programa “altamente inovador”.


 

O SkyCourrier Brasileiro e Português

O projeto do ATL-100 foi apresentado pouco depois do Cessna SkyCourrier, e pelo menos por aqui, tem a missão de substituir o Embraer Bandeirante. O período de desenvolvimento, até disponibilizar o avião no mercado, deve durar três anos.

O ATL-100 é uma aeronave de uso civil e militar, com configurações para o transporte de até 19 passageiros e para até 2,5 toneladas de carga, com o objetivo de endereçar as necessidades de transporte regional em áreas já adensadas e nas regiões mais remotas, necessitando de pouco apoio de infraestrutura no solo e possibilidade de aterrar em pistas curtas e não pavimentadas.

Por este motivo que as empresas do joint-venture escolheram um conceito com asa alta, para possibilitar o uso em diversas situações sem afetar a durabilidade do avião.

A aeronave de asa alta terá 16 metros de comprimento, 20 metros de envergadura e alcance de 1600 km.

 

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