Mais de quatro países podem estar interessados em utilizar o Centro de Lançamento de Alcântara, localizado no Estado do Maranhão (Brasil). Até agora Estados Unidos, França Israel e Rússia demonstraram interesse de utilizar o Centro de Lançamento de Alcântara, também chamado de CLA. Atualmente o CLA é administrado pela Força Aérea Brasileira, o centro realiza atualmente testes do Veículo Lançador de Satélites, e também fornece estrutura e suporte para lançamentos de satélites.

O CLA é um bom local para o lançamento de foguetes por um bom motivo, o centro fica muito próximo à Linha do Equador, e dependendo da órbita que o satélite precisa ser inserido, é mais vantajoso lançar o mais próximo possível da Linha do Equador.

Alguns países como os Estados Unidos, Russia e França contornam bem esse problema usando o Kennedy Space Center (EUA), Cosmódromo de Baikonur (Rússia) e Centro Espacial de Kourou (União Europeia). Porém o único centro de lançamento próximo o suficiente da Linha do Equador é o Centro Espacial de Kourou, que fica na Guiana Francesa.

Atualmente o Brasil tem dois centros de lançamentos entre os melhores do mundo, em relação a posição de proximidade da Linha do Equador. O CLA é o mais próximo e com uma boa estrutura, capaz de comportar vários países usando o mesmo espaço, já o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, é o segundo melhor centro de lançamento do Brasil, em relação a proximidade da Linha do Equador.

“Na semana passada, um grupo francês esteve visitando o centro de lançamento. Obtive informações de que o CLA está em condições operacionais. Ou seja, se houver algumas demandas, o centro pode lançar foguetes num prazo de uma semana”, disse o ministro Raul Jungmann durante uma visita ao Centro de Lançamento de Alcântara.

Foto – Força Aérea Brasileira

O governo também espera fazer acordos com a Visiona, que é uma empresa da Embraer Defesa e Segurança e a Telebrás, atualmente responsável pelo satélite geoestacionário SGDC. O acordo deverá incluir operações futuras no CLA, mas o ministro não afirmou se incluirá também acordos com países estrangeiros para o uso de serviços da Visiona.

“Vou também procurar o BNDES para que o banco possa apontar formas de fomento para o centro de lançamento. Em uma outra frente conversarei com os responsáveis na Casa Civil da Presidência da República para equacionar as questões de natureza fundiárias”, finalizou o ministro.

 

Via – Isto É