Presidente da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider

O Presidente-Executivo da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider concedeu uma entrevista ao site Flight Global e falou sobre suas expectativas otimistas para o KC-390, Super Tucano e demias projetos da empresa.

Começando pelo Super Tucano, Schneider destacou a venda de seis A-29 Super Tucanos para a força aérea das Filipinas. As aeronaves partiram aqui do Brasil e realizaram diversas escalas até chegar ao destino final. Alguns lugares onde as aeronaves passaram foi o Portugal, Malta, Egito, Emirados Árabes Unidos, Índia, dentre outros lugares.

A-29 Super Tucano das Filipinas- Foto CLAUDIO CAPUCHO/ Embraer

“Foi um esforço realmente grande, porque você tem que cruzar o mundo muitos países afetados (Covid-19), sinalizou Scheneider. “Alguns foram fechados, exigiram autorizações especiais, licenças especiais. Mas foi um grande esforço de equipe. Claro, custou mais em termos de energia e em termos de recursos, mas estávamos lá”, destacou.

 

KC-390 Millennium:

Close na parte lateral frontal do KC-390, notar o probe de reabastecimento

No cenário do KC-390 Millennium o presidente do setor de defesa da Embraer destacou a venda de dois Kcs-390 para a Hungria e reforçou que a Embraer consegue fazer suas vendas sozinhas.

“Tenho certeza de que o avião terá sucesso e, com ou sem a Boeing, podemos administra-lo muito bem e ir em frente e vender o avião em todos os continentes. O avião vai voar em todos os continentes, é uma questão de tempo”, comentou Jackson Schneider.

Arte KC-390 Millennium com as cores da força aérea da Hungria- Foto/Arte: Embraer

Além da venda para a Hungria o KC-390 também foi comprado por Portugal, que será cinco unidades da aeronave, sendo que a primeira já está em construção no Brasil.

Só no Brasil serão 28 unidades da aeronave, três já foram entrgues e estão operando a partir da ALA-2, em Anapólis-GO.


A Embraer segue confiante em relação as vendas d KC-390 para a Argentina, República Tcheca, Chile, Colômbia e para a empresa SkyTech, interessada na versão civil da aeronave.

 

Gripen F-39E/F:

Gripen F-39E sobrevoando a capital federal- Foto/Divulgação: FAB

O Gripen F-39E/F também estava na pauta de Schneider durante a entrevista, até mesmo porque a Embraer tem uma grande participação no desenvolvimento e produção do caça.

Das 36 unidades encomendadas pela FAB em 2013, 13 serão produzidos na Suécia, oito começam ser produzidos na Suécia e são finalizados no Brasil e por fim 15 serão totalmente construídas no país.

O primeiro exemplar brasileiro já fez sua rodada de testes na Suécia e agora está fazendo mais testes no Brasil. O F-39E FAB 4100 está no Centro de Ensaios em Voo do Gripen, localizado na planta da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). 

Gripen F-39E pousando em Brasília-DF

Neste centro serão conduzidos os testes que foram iniciados na Suécia. Estes testes vão garantir a certificação do mesmo, além do aprendizado e investimento no futuro caça da FAB.

A partir do final 2021 as primeiras quatro unidades operacionais do Gripen chegam para Força Aérea Brasileira. As 36 unidades do F-39E/F ficarão sediadas na ALA-2, em Anápolis-GO e serão operadas pelo 1º GDA e pelo 1º/16º Grupo de Aviação, Esquadrão Adelphi.

A Embraer está ajudando a SAAB em relação a possível venda dos caças Gripens E/F para a Colômbia que quer substituir sua frota de caças israelenses IAI Kafir.

SAAB Gripen E- Foto: SAAB

A SAAB está à frente desta campanha e estamos ajudando no que for preciso, mas o líder desta campanha é a SAAB. Assim que tivermos a linha de montagem final em Gavião Peixoto, ela poderá ser usada não só para aviões brasileiros, mas para aviões de outros países”.

 

Embraer STOUT:

Por fim Schneider falou sobre o projeto do avião híbrido STOUT que vai ser produzido pela Embraer e empregado pela FAB.

Em 2019 foi assinado um memorando entre a FAB e a Embraer Defesa & Segurança que visa um futuro desenvolvimento de uma aeronave leve para transporte de cargas e passageiros para a substituição dos C-95 e C-97 (Bandeirante e Brasília).

 

  • O futuro STOUT (nome da aeronave em desenvolvimento) tem as dimensões equivalentes ao do C-97 Brasília;
  • Propulsão híbrida; 
  • Alcance de 2.425 Km;
  • Veloz e capacidade de operação em pistas curtas e não pavimentadas;
  • Porta traseira para transporte de cargas e descargas com pallets, bem como transporte de veículos;
  • Lançamento de paraquedistas (24) e transporte de 30 soldados;
  • Possível conversam para transporte VIP;

 

Fonte de apoio: Flight Global/ Edições: Aeroflap

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