FAB Esquilo H-50
Foto: FAB

O Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação (1º/11º GAV) – Esquadrão Gavião, localizado em Parnamirim (RN), recebeu, no dia 4 de novembro, a mestranda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Juliana Jeniffer Fernandes de Souza Rego, que faz parte do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Aeroespacial da UFRN e o professor Dino Lincoln Figueirôa Santos.

A dupla é responsável pelo projeto de desenvolvimento de novos materiais baseados em kevlar que irão gerar novas blindagens mais leves e resistentes do que as atuais para a aeronave H-50 Esquilo.

A pesquisa tem o propósito de criar um sistema de blindagem balística para o Esquilo utilizando materiais compostos. Inicialmente, o kevlar foi escolhido devido ao fato de ser uma fibra já conhecida e que possui altas propriedades de absorção de impacto balístico. Sendo assim, foi realizado um projeto de modelagem em 3D, tanto da aeronave quanto das placas balísticas.

Após este estudo, os projetos serão confeccionados e seguirão para a fase de testes onde se pretende obter uma resistência ao calibre 7,62mm. Também serão estudadas a influência do peso do material na configuração da aeronave e suas possíveis consequências nas configurações de voo, como peso, alteração no centro de gravidade, dentre outras.

Segundo Dino Lincoln, orientador do projeto, a Força Aérea Brasileira tem colaborado ativamente com os estudos e, inclusive o Brigadeiro do Ar José Virgílio Guedes de Avellar, Comandante da Ala 10, participou da banca de avaliação do projeto.

“Acreditamos que essa parceria entre UFRN e Força Aérea Brasileira é muito positiva, pois são instituições que estão dando retorno para a sociedade por meio da criação de novas tecnologias que são estratégicas para o contexto nacional, as quais visam preservar o patrimônio público e preservar vidas”, afirmou o Professor.

Para Juliana, o projeto é importante para aproximar as Instituições.

“Com esta pesquisa, tive a oportunidade conhecer melhor a instituição militar, algo que pouco tempo atrás era bem distante e só conhecia pela televisão. Isso ajudou a realizar a integração da parte acadêmica com a parte militar”, concluiu a pesquisadora.

 

Via: Força Aérea Brasileira

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