Essa semana parte da América do Sul foi tomada por uma onda de queimadas, os países mais afetados foram: Brasil, Bolívia, Paraguai, e também, no continente europeu, a Espanha.

Estão relacionando o problema com a cultura milenar de queima de solo para o plantio, existe uma tese que essa prática fortalece o solo, os agrônomos não aprovam essa tese, mas nos últimos anos esse argumento ganhou força entre os agricultores.

Em algumas regiões não chove desde junho, fazendo essa técnica tornar-se mortal, saindo fora do controle. A situação chegou a níveis alarmantes em alguns países, a Bolívia foi praticamente obrigada a contratar o serviço da empresa Global Supertanker Services, que utiliza um Boeing 747-400 Supertanker para o combate de incêndio de grandes proporções, visto que os trabalhos em solo não estavam dando resultado.

Existem outros modelos de aeronaves para combates a incêndios, como o DC-10, CL-415 e alguns países, como Portugal, utilizando até então o C-130 Hercules, que está sendo substituído pelo KC-390 nos próximos anos.

Através do KC-390 da Embraer, o Brasil também entrou na lista dos países fabricantes de aeronaves de grande porte de combate a incêndio. O KC-390 é uma aeronave multiuso que pode ser equipada com sistema modular de combate a incêndios, um importante recurso aéreo para bombeiros no combate a incêndios florestais, lançando água ou retardante espuma química.

Sua velocidade é de 470 nós (870 km/h) com capacidade de operar em pistas em condição severa, inclusive não pavimentadas. O Fly-by-Wire do KC-390 fornece excelente manobrabilidade em baixa velocidade (120 Kt) para voar sobre áreas de incêndio florestal, aumentando a eficiência da missão.

O KC-390 já está certificado pela ANAC, ele passará agora pelas certificações das missões, entre elas de combate a incêndio. Essas certificações específicas, que serão realizadas pela Força Aérea Brasileira, não têm data definida para ocorrerem.

Nos últimos dias só vimos críticas na imprensa, por governos de outros países e pelo público em geral, as críticas são totalmente compreensíveis, já que estão circulando tristes fotografias de animais queimados, uma grande área de vegetação devastada, e um grau de poluição que afeta até os grandes centros urbanos. Mas somente críticas não trazem soluções, ao contrário, só agrava o problema.

A situação atual mostra que o Brasil tem uma grande solução nas mãos para esse tipo de situação, faltando agora somente agilidade pelos órgãos competentes e pelo governo federal em investir numa frota dessa aeronave para o combate a incêndios. Além de tudo, essas medidas vão gerar impostos empregos e com certeza irá mostrar a eficácia dessa aeronave atraindo interesse de outros países para sua compra.