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A Rolls-Royce está “no caminho certo” para ir ao show aéreo de Farnborough em 2020, divulgando um recorde mundial de velocidade para o voo  com aeronaves elétricas, depois de revelar um protótipo que espera atingir 480km/h.

Conversando com a FlightGlobal depois de apresentar o kit de estrutura NXT modificado no Aeroporto de Gloucester, Mattheu Parr, da equipe elétrica da Rolls-Royce, que lidera o projeto ACCEL, diz que uma estrutura de teste de bancada – chamada de “ionBird” – estará em ação durante grande parte do tempo do primeiro trimestre de 2020, seguido de testes de solo e de táxi no Aeroporto de Gloucester.

O ACCEL, abreviação em inglês de “Acelerando a Eletrificação do Voo”, é um meio mais amplo da R-R para ser líder em aviação de baixa e zero emissões de CO2.

A Rolls-Royce está há anos testando várias soluções elétricas para aeronaves, e chegou até mesmo a comprar em 2018 uma divisão de motores elétricos para aplicação aeronáutica da Siemens, até então a empresa mais avançada neste ramo.

Enquanto a RR acredita que os limites das tecnologias de bateria significam que os sistemas híbridos prevalecerão em muitas aeronaves, Parr diz que o projeto ACCEL totalmente elétrico é inestimável na preparação da RR – e na indústria aeroespacial do Reino Unido – para esse futuro.

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Os testes de recorde de velocidade, ele diz, serão quatro corridas em um percurso de 1,6 nm (3 km), com a velocidade média alcançada como resultado. Assim, uma bateria deve descarregar grandes quantidades de energia por um longo período de tempo – exigindo densidade de energia da bateria, um desafio para a empresa.

O investimento da Rolls-Royce no projeto em dois anos é de £ 6,37 milhões (US$8,3 milhões), mas para desenvolver a tecnologia do futuro, é algo que compensa para a empresa, visto que a mesma pode licenciar tecnologias de densidade de bateria e otimização de motores para o ramo automotivo.


Por enquanto a Rolls-Royce está se concentrando em aprender o conceito de motores elétricos aeronáuticos, tirando uma breve experiência do ramo automotivo, e adaptando a tecnologia já existente e avançada para os aviões.

No futuro a ideia é utilizar uma turbina a gás em aviões maiores para gerar energia, que vai alimentar os motores elétricos em voo e proporcionar uma maior autonomia de aviões de pequeno porte, como o ATR, ao mesmo tempo que aumenta a atratividade do consumo de combustível, menor nessa ocasião.