Rússia An-2
Foto: Radomil (CC BY-SA 3.0)

Com as crescentes tensões entre a Rússia e os países que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), principalmente em decorrência da entrada da Ucrânia na aliança militar onde os Estados Unidos fazem parte, houve um aumento nas tensões entre a Rússia e a Ucrânia.

Além disso, alguns países da OTAN e a Rússia estão aumentando a realização exercícios militares nas proximidades das fronteiras da Ucrânia, de modo a intimidar qualquer avanço militar mútuo que possa acontecer.

Do lado da OTAN, os Estados Unidos vêm realizando o envio de tropas para que os países aliados recebam apoio em um eventual conflito. Por outro lado, a Rússia tem intensificado a presença das suas tropas, principalmente na fronteira da Ucrânia com a Bielorrússia como retaliação da influência norte-americana sobre os ucranianos.

Curiosamente, como parte dos conflitos, a Rússia utilizou algumas unidades do antigo e robusto biplano Antonov An-2, uma aeronave voltada para o transporte agrícola e de cargas projetada pela União Soviética após a Segunda Guerra Mundial como “iscas” em uma simulação para não só localizar, mas planejar uma futura abordagem de ataque para as defesas antiaéreas da Ucrânia.

Neste sentido, a Rússia tem utilizado várias unidades da aeronave antiquada para fazer voos não-tripulados em formação, visando simular possíveis operações com helicópteros e drones para determinar os tipos de mísseis e armas que a Ucrânia poderá fazer para evitar um possível avanço aéreo.

Curiosamente, não é a primeira vez que o Antonov An-2 é empregado para este tipo de exercício militar. Em 2020, durante conflito entre a Armênia e o Azerbaijão que estão em disputa da região Nagorno-Karabakh, presenciaram o uso do An-2 não tripulado como uma espécie de drone militar por parte dos militares do Azerbaijão.

O vídeo abaixo mostra um An-2 sendo abatido pelas tropas da Armênia: 

Por se tratar de uma aeronave “barata”, o uso do Antonov An-2 se torna uma viável opção no lugar dos drones militares, que além de caros, podem significar o acesso da sua tecnologia para as tropas inimigas, algo que nenhuma nação em conflito gostaria que acontecesse.