Depois de sofrer problemas com o Sindicato de Pilotos, que acabou em uma recusa coletiva sobre fazer horas extras de trabalho, a Ryanair decidiu pagar mais 100 milhões de euros para seus pilotos já a partir de 2018.

De acordo com a companhia a meta é ser competitiva para o mercado de trabalho de tripulantes, pagando 20% a mais em comparação com o salário atual, além de oferecer melhores perspectivas de carreira e maior segurança contra desemprego.

Mas essa decisão da Ryanair não sairá “de graça”, a companhia prevê que isso acrescentará um custo de pelo menos 45 milhões de euros no ano fiscal de 2018, e 100 milhões em 2019, mas isso é quase nada quando comparamos com o lucro de 1,29 bilhões só no primeiro semestre de 2017.

Por causa de uma baixa reserva de pilotos e uma reorganização do quadro de férias, a Ryanair foi obrigada a cancelar 2000 voos entre setembro e outubro, e mais de 18000 entre novembro e março de 2018. Essa é uma medida que torna a companhia mais atrativa ao mercado de trabalho na Europa, e também pode resultar em mais pilotos trabalhando para a empresa no futuro.