Sem cenas computadorizadas, Boeing 747 que voou pela Varig é explodido para compor filme

Foto: Créditos na foto / Varig Airlines (Não Oficial). A Varig foi a única companhia aérea brasileira a utilizar o Boeing 747 em sua frota

Hoje em dia é muito comum ter cenas com muita computadorização, especialmente em efeitos de explosão ou que podem fugir das leis da física.

Filmes de ação são os que mais possuem essas cenas, que prendem a respiração de quem assiste, e o Diretor Christopher Nolan quis fugir um pouco desse “roteiro”.

O diretor analisou quanto custaria realizar efeitos especiais utilizando um Boeing 747-200. E na balança das finanças, o mais caro seria realizar as cenas em computador do que explodir o avião.

Veja abaixo, no final do trailer do filme:

O trailer do filme foi amplamente divulgado, utilizando também a plataforma digital de games. Através de atualmente um dos mais jogados, o Fortnite.

Em entrevista a um programa voltado para filmes, o Total Film, o diretor contou sobre a decisão de utilizar explosões reais.

“Planejei fazer isso usando miniaturas e montagens de peças e uma combinação de efeitos visuais e tudo o mais. No entanto, enquanto procurava por locais em Victorville, Califórnia, a equipe descobriu uma enorme variedade de aviões antigos. Começamos a executar os números… Tornou-se aparente que seria realmente mais eficiente comprar um avião real do tamanho real e executar essa sequência de verdade na câmera, em vez de construir miniaturas ou seguir a rota da computação gráfica”


“É algo estranho de se falar – um tipo de compra por impulso, suponho. Mas nós meio que fizemos, e funcionou muito bem… Foi uma coisa muito emocionante de fazer parte.”

Pela variedade que se encontra em Victorville, e considerando que existem aviões parados há muitos anos, o preço para ter um Boeing 747 se tornou mais acessível. 

O ator Robert Pattinson, que é um dos protagonistas, também comentou sobre a experiência diferente. 

“Você não pensaria que existia realidade em que estaria fazendo uma cena em que eles só têm um 747 de verdade! É tão ousado ao ponto do ridículo… Lembro que, quando filmamos, pensei: ‘Quantas vezes mais isso vai acontecer em um filme?’”.

No cemitério um avião Boeing 747 tem todas suas peças removidas parte por parte, à medida que as companhias aéreas e os operadores vão adquirindo os componentes de segunda mão, trem de pouso e até carrinhos de bebida.

Mas quando o que resta é apenas a fuselagem despojada – a estrutura metálica e a capa externa – você pode comprá-la por menos de US$ 100 mil.

O Boeing 747-200 usada no filme pertenceu a companhia aérea Varig, onde operou com a matrícula PP-VNA, e no filme aparece com o prefixo LN-WTJK.

Depois de voar na companhia aérea gaúcha, o 747 foi convertido para cargueiro e voou pela Air Hong Kong, e depois com a Cathay Pacific, antes de ser colocado no deserto californiano.

 

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