Top Gun

Após anos de espera, superando uma série de adiamentos, os brasileiros puderam ir aos cinemas para matar a ansiedade e finalmente assistir Top Gun: Maverick. No último sábado (21), salas do Brasil todo realizaram a primeira de três sessões de pré-estreia paga (a segunda foi no dia 22 e a próxima está marcada para o dia 25). 

A equipe do Portal Aeroflap fez questão de ir no primeiro dia e em salas IMAX. Agora vamos relatar a você, leitor, como foi assistir Top Gun: Maverick e o que se pode esperar do filme, mas sem spoilers!

Do começo ao fim o filme é completamente lotado de referências ao longa-metragem original de 1986. Seja em sequências, frames, falas, Top Gun: Maverick é quase um tributo a Top Gun: Ases Indomáveis. Não é absolutamente necessário assistir o primeiro filme para entender o recém lançado, mas é como se perdesse pelo menos 50% da graça, pela quantidade enorme de alusões. 

As cenas reais com aeronaves são realmente impressionantes, especialmente em IMAX, proporcionando uma verdadeira experiência cinematográfica. Toda a sequência com o Darkstar, a aeronave hipersônica presente desde o primeiro trailer, também é de tirar fôlego. 

Como visto no último trailer lançado, Val Kilmer volta como Iceman, antigo rival e agora superior de Maverick (Tom Cruise). Mesmo debilitado por conta de um grave câncer na garganta (felizmente já eliminado mas que deixou suas sequelas no ator), Iceman faz uma participação muito emocionante no filme. 

Outro velho “personagem” é o F-14 Tomcat, caça que foi protagonista do filme de 1986 ao lado de Cruise, Kilmer, Anthony Edwards e outros. A aeronave aparece numa mistura de cenas reais e de computação gráfica, já que o modelo não voa mais nos EUA desde 2006. Ainda assim são sequências impressionantes. O público todo vibrou com o aparecimento do clássico Tomcat. 

Os aficionados por aviões vão notar que muitas cenas são realmente “duvidosas”, mas temos que lembrar: é Hollywood. E ainda assim, o filme não perde em nada com isso. Top Gun: Maverick por inteiro é verdadeiramente divertido e emocionante, e as sequências com aeronaves (tanto reais quanto geradas por CGI) são vibrantes.

A trilha sonora assinada por Hans Zimmer, Lady Gaga e Harold Faltermeyer embala o filme muito bem. No entanto, ouvimos alguns comentários que pediam um pouco mais da canção Hold My Hand, de Gaga. Algumas músicas mais antigas também podem ser escutadas ao longo do filme, mas logicamente não daremos esse (e outros) spoilers. 

Os personagens também trazem dois elementos contrastantes: a arrogância e a humildade dos pilotos de caça, algo que também é visto em Ases Indomáveis e que retorna de forma reforçada no novo filme, gerando os conflitos entre os pilotos que agora são alunos de Maverick. Em paralelo ainda existe o romance entre Maverick e Penny Benjamin, mas que sequer se compara com o relacionamento entre o jovem piloto com a instrutora Charlie do primeiro filme.

Top Gun Maverick Coyote
Nas gravações, os atores suportaram até 7 vezes a força da gravidade (G) durante as manobras.

Em resumo, a espera para ver Top Gun: Maverick nas telas de cinema realmente valeu a pena. O filme é, sem exageros, incrível. Quem gosta de Top Gun: Ases Indomáveis – como este editor que vos fala – certamente vai vibrar muito com esta sequência. 

Para quem perdeu a pré-estreia deste final de semana, não se preocupe: haverá mais uma sessão nos cinemas nesta quarta-feira (25). O filme estreia oficialmente na quinta-feira (26).