Esta terça-feira foi marcada por uma guerra verbal entre três países, enquanto de um lado o Ministério de Defesa da Rússia acusava Israel pela queda de um Ilyushin Il-20, na noite de segunda-feira, Israel rebateu dizendo que foi um engano da Síria, atingido pelo próprio exército do ditador.

A aeronave foi atingida enquanto estava voltando para sua base, na Síria, à 30 km da fronteira, em meio ao Mar Mediterrâneo. Nesta ocasião 15 militares russos faleceram. Os corpos foram localizados no Mar e recuperados pela Rússia.

“Vemos as ações dos militares israelenses como hostis”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, à televisão estatal russa, depois de afirmar que quatro aviões F-16 de Israel criaram uma situação perigosa, para o avião à hélice que voava em baixa altitude, sem um possível contato visual com os caças.

Os caças fizeram um ataque de uma instalação militar síria nesta segunda-feira de noite, mas negaram terem atingido o avião russo.

A principal acusação da Rússia até então era que esses quatro caças F-16 se aproveitaram do IL-20 como escudo, para evitarem um possível ataque da Síria.

Após ligações do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, com o presidente Russo, Vladimir Putin, a responsabilidade foi atribuída à Síria, e divulgada horas depois pelo Putin.

“O mais provável neste caso parece que foi uma cadeia de trágicos eventos ao acaso, porque uma aeronave israelense não derrubou a nossa”, afirmou Vladimir Putin.

Uma investigação do caso foi iniciada, que será liderada pelo Comitê Investigativo da Rússia.