O conselho de administração da South African Airways (SAA) votou a favor de colocar a companhia aérea nacional endividada no equivalente sul-africano dos procedimentos de proteção de falências.

A companhia aérea estatal está com problemas de caixa desde 2011, quando gerou lucro pela última vez, e atualmente depende do risco de sobrevivência. As perdas foram atribuídas às várias gestões incompetentes, à corrupção e às condições adversas de mercado, levando a companhia aérea a requerer ZAR22 bilhões (US$ 1,5 bilhão) em financiamento do governo, seu único acionista.

Com base em divulgações recentes, a empresa havia acumulado mais ZAR10,4 bilhões de rands (US$ 714 milhões) em perdas para os anos fiscais de 2017/18 e 2018/19, além de uma onda de ataques devastadores que praticamente prejudicaram suas operações. A SAA pediu nesta semana um empréstimo de resgate de empresas para o governo.

“O Conselho de Administração da SAA e o Comitê Executivo estiveram em consulta com o acionista, o Departamento de Empresas Públicas (DPE), em um esforço para encontrar uma solução para os desafios financeiros bem documentados da nossa empresa”, afirmou em comunicado datado. 5 de dezembro.

“A conclusão considerada e unânime foi colocar a empresa em situação de resgate comercial, a fim de criar um retorno melhor para os credores e acionistas da empresa, do que resultaria de qualquer outra solução disponível”.

“Além disso, a empresa está procurando minimizar a diminuição de valor entre suas subsidiárias e fornecer as melhores perspectivas para atividades selecionadas dentro do grupo para continuar operando com sucesso”.

Pravin Gordhan, Ministro das Empresas Públicas, disse em comunicado que, juntamente com a entrada da SAA em resgate de empresas, os credores estatais e privados aproveitarão um total de ZAR4 bilhões (US$ 275 milhões) em financiamento para sustentar suas operações nos próximos meses.


Gordhan disse que os credores existentes fornecerão ZAR2 bilhões (US$ 137,5 milhões) em empréstimos garantidos pelo governo e reembolsáveis ​​por meio de futuras dotações orçamentárias. O próprio governo fornecerá ZAR2 bilhões de uma “maneira fiscalmente neutra”.

Por sua parte, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa elogiou a entrada da SAA em uma condição de resgate de empresa (Recuperação Judicial), acrescentando que este é o “mecanismo ideal” para permitir que a companhia aérea recupere sua posição financeira, aliviando o estresse no caixa da empresa.

Um diretor será responsável por conduzir na SAA a recuperação judicial, reduzindo o número de funcionários, segurando aumentos e adiando pagamentos à fornecedores. A companhia deve demitir pelo menos 944 trabalhadores.

Nos termos da Recuperação Judicial, a companhia precisa dentro de 10 dias úteis após a nomeação, que o novo diretor convoque uma reunião de credores e uma reunião de funcionários e aconselhe-os sobre as perspectivas de resgate do financeiro da empresa.

O plano de resgate de negócios, conforme proposto pelo diretor de RJ, deve ser publicado pela empresa no prazo de 25 dias a partir da data em que o diretor de resgate de negócios foi nomeado.

O praticante deve então convocar uma reunião de credores e quaisquer outros detentores de um voto, neste caso, o governo sul-africano, para considerar o plano de resgate proposto, dentro de 10 dias úteis após sua publicação.

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