TAP Air Portugal

Mais de 600 voos já foram cancelados em Portugal desde o último sábado (17) devido ao uma greve do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroporto (STHA), que até então estava listada pela TAP como “preocupante” no final da última semana.

Lisboa é a principal cidade onde os voos da TAP, e de outras companhias aéreas, estão sendo cancelados desde sábado. As empresas Low Cost, que operam a partir do Terminal 2 foram pouco afetadas pelos cancelamentos de voos, por não utilizar os serviços da Groundforce.

Após Lisboa, a segunda cidade mais afetada foi Porto, no Norte de Portugal. Neste último domingo cerca de 81% dos trabalhadores da Groundforce não compareceram ao trabalho no Humberto Delgado.

Os voos que não foram cancelaram atrasaram devido à morosidade do serviço de solo, incluindo atrasos no pushback das aeronaves, embarque e desembarque das malas e abastecimento de aeronaves.

A Groundforce pertence parcialmente à TAP, a mais afetada pelos cancelamentos. Na última semana as duas empresas travaram uma disputa com o STHA, para o pagamento do direito de férias dos funcionários.

A proposta da TAP, de emprestar dinheiro à Groundforce, foi aceita por boa parte do sindicato, porém rejeitada pela divisão de manuseio de bagagens. A Groundforce ainda afirma que a TAP está devendo à empresa € 12 milhões pelos serviços prestados, justificando assim os pagamentos atrasados aos funcionários.

O cancelamento de voos é particularmente preocupante para a TAP, devido ao importante período atual de recuperação dos voos, aproveitando a demanda de férias na Europa. 

A ANA, empresa que gere os aeroportos portugueses, solicitou que quem teve voos cancelados não se desloque ao aeroporto de Lisboa, o aeroporto mais afetado, e sim “procurar informação através de outros canais, digital e telefone”.

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