Testes em túnel de vento com novo avião supersônico são concluídos

A Aerion, que está projetando o avião supersônico AS2, concluiu recentemente os testes em túnel de vento com a sua mais nova aeronave. 

Os testes em túnel de vento são importantes para validar o design aerodinâmico da aeronave, e checar também as características de voo da aeronave, bem como os avanços na redução de arrasto.

Veja mais sobre o processo no vídeo abaixo:

Para os curiosos, o modelo em metal construído também apresenta um pouco do formato final do AS2, que passou por várias revisões de conceito nos últimos anos. O estilo de voo supersônico e em regime subsônico (abaixo da velocidade do som), foi testado em túnel de vento.

Os testes foram realizados na França, nas instalações da ONERA. Ao todo, os engenheiros experimentaram o equivalente a 145 mil quilômetros de voo com o AS2, simulando vários tipos de ambientes, incluindo pousos e decolagem (com o trem de pouso acionado).

Protótipo em escala do Avião Supersônico AS2 simulando uso do trem de pouso.

Com os detalhes em mãos, o primeiro AS2 deverá ser produzido, apresentado em 2023, além de realizar o seu primeiro voo no mesmo ano.

“Este teste é uma etapa de validação importante no desenvolvimento do AS2, permitindo-nos coletar um grande volume de dados em um curto espaço de tempo por meio de todo o envelope operacional da aeronave para garantir que nosso projeto exceda as expectativas de desempenho”, disse Robert Lewis, Diretor de Teste de Sistema e Avaliação da Aerion.


O prazo também é apertado para a certificação do AS2, em três anos a empresa espera fazer todo o programa de testes, e assim ganhar a certificação em 2025.

Perspectiva do interior.

A empresa não revela os clientes que optaram por encomendar esse caríssimo jato executivo supersônico (Mach 1.4) com capacidade para 12 passageiros, mas diz que 12 aeronaves serão montadas em 2026, 23 em 2027 e 36 em 2028, depois disso a produção se estabilizará em 36 aviões por ano, a não ser que tenha um aumento da demanda.

A empresa já definiu vários pontos chaves do projeto. Os três motores serão derivados de uma variante do CFM 56, com base no núcleo do mesmo, cada motor terá 18 mil lbs de empuxo. O foco da empresa é que a GE consiga entregar algo confiável e com baixo consumo para a aeronave.

O motor será diferente do CFM 56, visto que a aeronave exige um fan frontal de menor diâmetro, e mais estágios na turbina para o voo supersônico. A exigência de muita potência na parte quente do motor é inerente ao projeto dos supersônicos, de acordo com a empresa.

Portanto, no AS2 não veremos o novo motor de ciclo adaptativo da GE, que ainda está sendo desenvolvido, e as inovações supersônicas do programa QueSST, da NASA, no qual a Lockheed foi selecionada para desenvolver as tecnologias de baixo ruído e alta eficiência aerodinâmica.

O preço sugerido é de US$ 120 milhões para cada aeronave.

 

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