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Testes exclusivos do sistema de oxigênio e anti-g colocam Gripen F à prova em condições extremas

F-39 Gripen 4102. Imagem: FAB
F-39 Gripen 4102. Imagem: FAB

O desenvolvimento do Gripen F está em pleno andamento, tanto na Suécia quanto no Brasil. Na Saab, em Linköping, os sistemas da aeronave estão sendo testados até seus limites no Life Support rig, instalado em uma câmara de alta altitude. Tudo para entregar ao cliente a aeronave mais segura possível.

Nesta fase de desenvolvimento do caça de dois lugares, os sistemas de oxigênio e anti-g estão sendo testados. O objetivo é identificar defeitos potenciais antes dos próximos testes de voo e verificar o funcionamento confiável e seguro do sistema, mesmo nas situações mais exigentes. Os testes asseguram que o sistema funcione em perfeitas condições para fornecer, entre outras coisas, ar respirável e proteção anti-gravidade para o piloto.

Gripen

Os testes são realizados num sistema de testes denominado Life Support rig, no qual são utilizados manequins conectados a simuladores respiratórios e outros sistemas. O oxigênio e o sistema anti-g usados são os mesmos que na aeronave real.

O Life Support rig é similar a uma aeronave real e o mais próximo que se pode chegar sem integração total. Na prática, a Saab já está “voando” o Gripen F, mas ainda sem o caça.

“Mais uma vez estou impressionado com nossos talentosos engenheiros e a fantástica colaboração com nossos parceiros brasileiros, o Gripen F é muito importante para o programa e para nosso cliente”, diz Johan Segertoft, Head do Gripen Design.

O Life Support rig onde os testes são realizados foi inaugurado em 2018 para testar o Gripen E. Com o desenvolvimento do Gripen E em vias de ser concluído, este rig foi então modificado e desenvolvido para permitir também os testes atuais com o Gripen F.

Esta é a primeira vez que o Life Support rig é instalado na própria câmara de altitude da Saab, criando uma configuração única que permite aos engenheiros testar o sistema a uma altitude elevada simulada com pressão extremamente baixa.

“Em alguns casos, testamos situações que estão além do que é realmente possível fisicamente. Tudo para expor e levar o sistema até o limite. Forçamos o sistema com um envelope de voo simulado que, de outra forma, nunca encontraríamos na realidade, como por exemplo, uma perda total da pressão da cabine a uma altitude muito elevada”, conta Mattias Larsson, engenheiro de testes e responsável pelo rig.

Além dos testes do sistema de oxigênio e anti-g, o desenvolvimento do Gripen F está progredindo, de acordo com o planejado. O extenso trabalho de desenvolvimento da estrutura da aeronave conta com a participação da Embraer, Akaer e Saab. A entrega do Gripen F ao cliente brasileiro está prevista para 2025.

 

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