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Um avião soviético da Ucrânia está apoiando a maior expedição brasileira na Antártica da história

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Foto: ZeAvia via Twitter

Considerada a maior expedição brasileira à Antártica, 12 pesquisadores brasileiros estão desde o dia 7 de dezembro no continente gelado para estudar mais de 200 anos de dados ambientais. 

O objetivo da expedição visa instalar o módulo Criosfera 2, laboratório totalmente automatizado que ampliará a coleta de dados ambientais – como informações meteorológicas e sobre a química atmosférica. 

Para a construção do módulo, um avião cargueiro da era soviética Ilyushin Il-76TD de matrícula UR-ZAR foi utilizado para o apoio logístico e transporte do módulo Criosfera 2. O módulo foi construído com tecnologia brasileira para coletar dados do clima e da concentração de dióxido de carbono (o CO₂, principal gás de efeito estufa) ao longo de todo ano.

Curiosamente, o UR-ZAR faz parte da ZetAvia, uma empresa aérea cargueira fundada em 2009 e com sede em Mykolaiv, na Ucrânia. Para a missão especial, a aeronave fez uma parada técnica no Brasil via Recife (REC) no dia 29 de outubro. 

De Recife, a aeronave seguiu para Punta Arenas (PUQ), aeroporto chileno localizado no extremo sul do continente sul-americano. Desde então, a aeronave já realizou dezenas de voos entre a Antártica e o aeroporto chileno, movimentação que ganhou destaque no site de rastreamento Flightradar24.

A ZetAvia opera voos fretados em nome de diferentes clientes e transporta vários tipos de operações de carga, incluindo cargas comerciais, mercadorias perigosas, cargas pesadas e de grandes dimensões.

 

 

Veja como foi a chegada da aeronave em Recife: 

 

A expedição brasileira na Antártica conta com a participação de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). As atividades integram o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) e a 41ª Operantar, coordenada pela Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM).

A operação logística, que envolve o transporte e a instalação do módulo Criosfera 2 na Antártica e a manutenção do módulo Criosfera 1, custará R$ 3,5 milhões. O valor é financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), por meio dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

 

Com informações: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

 

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Redator

Apaixonado por aviões e fotografia, sempre estou em busca de curiosidades no universo da aviação.


Contato: [email protected]