A GBU-72 A5K sendo lançada pelo F-15E Strike Eagle. Foto: USAF.

A Força Aérea dos EUA completou uma série de testes com a nova bomba contra bunkers (bunker buster) GBU-72 Advanced 5K Penetrator, também chamada de A5K. A bomba pesa cinco mil libras (2267 quilos), é guiada por GPS/INS e é projetada para eliminar alvos em estruturas reforçadas.

Os testes foram concluídos com o lançamento de um protótipo do novo armamento a partir de um caça-bombardeiro F-15E Strike Eagle no estande da Base Aérea de Eglin, na Flórida. Os testes foram planejados pelo 780th Test Squadron e conduzidos pelos militares do 40th Flight Test Squadron.

A série de testes, considerada um sucesso pela Divisão de Ataque Direto da Diretoria de Armamento, consistiu em três voos. Esses voos e lançamentos se tornaram muito mais complexos, já que este foi o primeiro lançamento da GBU-72.

A GBU-72 de cinco mil libras no pilone ventral de um F-15E Strike Eagle. Foto: USAF.

Além da série de voos bem-sucedidos, a série de testes em solo foi o maior teste da arena de Eglin, ultrapassando em duas vezes o teste anterior, afirma a USAF. O teste da arena, é um evento ao ar livre onde a ogiva é detonada enquanto está cercada por sensores de pressão de explosão e equipamento de contagem de fragmentos, ajuda a determinar a letalidade da arma. O 780th TS também planejou este teste.

A GBU-72 chega para trazer uma capacidade intermediária para a destruição de alvos protegidos em bunkers. Ela é mais pesada que as GBU-31/B de duas mil libras, mas possui uma cauda modificada a partir da mesma usada na GBU-31, onde é carregado o kit de orientação por GPS/Sistema de Navegação Inercial (INS).

A USAF já possui uma bomba bunker-buster de cinco mil libras, a GBU-28/B, no entanto, esta é guiada por laser, o que limita a sua operação de acordo com as características meteorológicas. A GBU-72 também é muito mais leve que a GBU-57 MOP (Massive Ordnance Penetrator), uma bomba de 30 mil libras que só o bombardeiro stealth B-2A Spirit pode usar.

O teste explosivo realizado na arena de Eglin AFB. Foto: USAF.

“Séries de testes dessa magnitude nunca são bem-sucedidas, no geral, por causa de apenas uma única pessoa ou organização”, disse Ronald Forch, engenheiro de programação do 780th TS sobre os esforços de teste de solo e voo GBU-72. “Em última análise, eles são bem-sucedidos porque o engenheiro de teste é capaz de desempenhar um papel muito semelhante ao de um maestro sinfônico guiando a execução de uma série de milagres consecutivos – nenhum mais importante do que o outro.”

James Culliton, gerente do programa, afirma que a letalidade da GBU-72 deve ser substancialmente maior em comparação com armas legado semelhantes, como a própria GBU-28. O projeto e eficácia da bomba foram desenvolvidos usando técnicas e processos avançados de modelagem e simulação digital antes que a primeira ogiva fosse fabricada.

“Uma vantagem da modelagem e simulação para a abordagem de design usada é que os primeiros protótipos são representativos da produção”, disse Culliton. “Isso nos ajuda a trazer nossos parceiros de teste operacionais mais cedo com atenção, participação ativa, validando nosso projeto e procedimentos mais cedo, enquanto inclui dados que aprimoram a arma. A colaboração que tivemos com o 780th TS e o 40th FLTS para esse fim foi a melhor que experimentei em aquisições”, completou o gerente. 

O programa da GBU-72 passará para voos de teste adicionais para validar a integração com o kit JDAM e testes de desenvolvimento e operacionais no ano que vem. 

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