A Força Aérea dos EUA pode formalizar planos para uma variante de atualização do B-52, seu venerável bombardeiro.

O coronel Lance Reynolds, gerente do programa de sistemas B-1 e B-52, disse aos participantes, durante uma atualização do setor em agosto, que o B-52J é um “esforço futuro em potencial”, de acordo com os slides da apresentação. Alguns proponentes sugeriram anteriormente a designação “J” para um B-52 modificado, especificamente para um conceito de variante de “avião de arsenal” lançado em 2016. Mas os documentos de atualização apresentados no Tinker, são pensados ​​para ser a primeira vez que o proposto B-52J título tem sido usado publicamente pela Força Aérea.

Eles incluem sistemas defensivos e modernização de aviônicos, um novo gravador de dados de voo, um treinador de sistema de armas, realocação avançada de pods de alvos e assentos ejetáveis.

Isso continua a ser o novo projeto, sem nada confirmado sobre a data que vão assinar o primeiro contrato para atualizar o avião. A porta-voz da Força Aérea, Carla Pampe, disse em um comunicado à revista Aerospace DAILY que não tem nenhuma informação neste momento sobre a designação B-52J.

Não está claro se a iniciativa de reengenharia do B-52 fará parte do potencial esforço de atualização do B-52J, ou permanecerá sob o guarda-chuva do B-52H.

B-52 Stratorfortress/ Foto via Internet

 

A possível atualização dos motores

Outra questão ligada ao B-52H Stratofortress é uma atualização que já é vista com bons olhos é a re-motorização do B-52, os motores atuais são os Pratt & Whitney T33, antigos e que consomem bastante, a USAF também já começa a achar dificuldades para fazer a manutenção do mesmo. Na disputada dos novos motores além da Pratt & Whitney, a GE e a Rolls-Royce também estão estudando novas possibilidades.

A USAF vê a atualização dos motores que equipam o B-52 como uma boa novidade, capaz de estender a vida útil da aeronave para além de 2050, diminuir a mão de obra de mecânicos, a manutenção das aeronaves e também o uso de aviões-tanque para fazer as missões. Com motores novos e atuais o B-52 aumentará sua autonomia, ao mesmo tempo que melhora a confiabilidade em voo, de acordo com a USAF.

B-52H Startofortress na FIDAE 2018- Foto – André Magalhães Aeroflap

A Rolls-Royce já considera usar o motor RB211, com um arranjo de quatro motores, adaptados para o B-52. O motor RB211 é utilizado no Boeing 757, Lockheed Tristar, Boeing 767 e no Boeing 747-200/300/400. No Boeing 757, que é a versão preterida para o B-52, esse motor pode gerar até 43100 lbf de empuxo.

A GE Aviation relatou que é capaz de fazer um plano de remotorização do B-52, além de fornecer o motor CF-34 com 18 mil lbs de empuxo. Esse motor seria desenvolvido a partir do TF34, que equipa o A-10 Thunderbolt, por exemplo. Porém também há uma proposta para substituir os motores do B-52 por quatro CF6, na versão militar TF39, o mesmo turbofan que equipa os jatos C-5 Galaxy, da Lockheed Martin. O motor CF6 já é bem confiável e bastante utilizado no meio aeronáutico.

Responsável pelo motor que o B-52 utiliza até hoje, a Pratt & Whitney tem como opção o aprimoramento do desempenho do motor TF33.

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