O uso de aviões de transporte da Força Aérea Brasileira por ministros do governo será investigado pelo Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal, após uma solicitação da Comissão de Ética da Presidência da República.

Isso porque os ministros usaram 781 vezes os aviões da FAB em apenas 5 meses, com 238 indícios de viagens irregulares, que são aquelas não viagens vedadas por lei, como o uso de aviões da FAB para retorno à cidade de origem do ministro. Isso de acordo com uma reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, em 7 de novembro de 2016.

Senadores que compõe a oposição ao governo tiveram acesso a essa notícia e pediram para Comissão de Ética encaminhar um pedido de denúncia, após a apuração do caso. O longo prazo desde novembro até maio foi para analisar se houve irregularidades nos voos, visto que os ministros precisam se justificar e apresentar as agendas públicas que comprovam o deslocamento por trabalho.

Para o presidente da Comissão, Mauro Menezes, “há indícios de um descumprimento oblíquo da norma”. A Comissão de Ética ainda recomendou o estabelecimento claro de normas para o uso de aviões do GTE por políticos, ainda mais amplo do que o decreto assinado em abril de 2015.

Enquanto a FAB não divulga o valor de cada viagem, o Exame pesquisou uma viagem com uma aeronave equivalente ao VC-99 (ERJ-145) por uma empresa de taxi-aéreo, e o orçamento apresentado foi de R$ 76 mil para fazer o trecho Brasília – São Paulo, enquanto o trecho entre Brasília e Porto Alegre sai por R$ 136 mil.

 

Via – EXAME