Pouco antes do avião pertencente à LaMia, que transportava o time da Chapecoense iniciar a descida, uma aeronave da VivaColombia já havia solicitado prioridade de pouso por conta de perda de combustível. Essa pode ser uma das causas do avião da companhia LaMia, que levava a delegação do clube brasileiro, ter sido obrigado a fazer um procedimento de esperar antes de iniciar a descida para pouso.

O Airbus A320 da VivaColombia havia decolado de Bogotá na noite de ontem com destino à ilha de San Andrés, no caribe colombiano, às 1h20 UTC. No entanto, cerca de 50 minutos depois, às 21h10, o avião fez uma alternância de voo e retornou com a aproximação para pouso às 21h44 e tocou o solo do Aeroporto José Maria Córdova às 21h52.

O secretário de segurança da Aeronáutica Civil da Colômbia, Coronel Fredy Bonilla, reportou que o voo da VivaColombia solicitou a prioridade de pouso antes do RJ85, que transportava a delegação da Chapecoense.

Especula-se pane seca, de acordo com o diretor da Aeronáutica Civil da Colômbia, Alfredo Bocanegra, não foi notado qualquer vestígio de combustível nos tanques do avião.

Não é possível anunciar que o avião se acidentou por conta do procedimento de espera, durante a aproximação no Aeroporto José Maria Córdova, de acordo com a opinião do engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da USP, Jorge Leal Medeiros, não antes das investigações apontarem a principal causa.

Segundo Medeiros, o avião deve ser abastecido para ter autonomia de voo de, pelo menos, mais 45 minutos além do programado inicialmente, esse é o procedimento padrão para caso houver a necessidade de alternar o voo. Porém, nesse acontecimento a aeronave da LaMia ficou somente 13 minutos realizando órbitas.

Por enquanto todas as hipóteses são especulação da mídia geral, foram encontradas as caixas pretas e já foram encaminhadas para as análises.

 

Fonte – Folha de S. Paulo e UOL

 

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