O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz, defendeu nessa terça-feira (19) a união do setor de aviação e da cadeia de produção de biocombustíveis para viabilizar o bioquerosene de aviação, o que vai colaborar para que a aviação comercial seja cada vez mais eficiente.

“É fundamental construir uma aviação mais sustentável e entender claramente todas as consequências desse processo. É necessário manter o setor eficiente, com redução de custos e garantias de produção e distribuição”, afirmou Sanovicz.

Ele participou da primeira edição do seminário internacional “Making sustainable alternative fuels viable in Brazil”, que discutiu o cenário dos biocombustíveis no País e no exterior, sobretudo o querosene de aviação.

Sanovicz integrou a mesa de abertura do evento, ao lado da presidente da Boeing América Latina e Caribe, Donna Hrinak, do diretor da Embraer Daniel Moczydlower e do diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) Ricardo Fenelon Junior.

Como exemplo de união, o presidente da ABEAR lembrou da mobilização dos setores de transporte durante a greve dos caminhoneiros. “Vimos que a união de todas as partes foi essencial para contornar os percalços da greve”, disse, ressaltando que esse esforço também deve ser empregado na produção e pesquisa de biocombustíveis.

Após a abertura, o seminário teve sequência com painéis que discutiram exemplos internacionais de produção de biocombustível, o cenário da indústria nacional, a implementação de normas do Plano de Redução para a Aviação Internacional (Corsia) e o RenovaBio do Governo Federal e pesquisas sobre o tema.

O evento, realizado no Hotel Bourbon Ibirapuera em São Paulo (SP), foi organizado pela Boeing, Embraer, União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação (RBQAV). ABEAR, Plural e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apoiaram o encontro.

 

Via – ABEAR

This post is available in: pt-brPortuguês