Durante os últimos quatro meses duas ocasiões colocaram a Marinha norte-americana em alerta, sobre tudo os pilotos dos F/A- 18 Hornet e EA-18 Glowler. O motivo da preocupação está na falha do sistema de oxigênio dos caças que estão a bordo do USS George Bush, que está nas águas no Golfo Pérsico, já ocorreram duas ocasiões de falha e em ambas os pilotos precisaram ir para a câmera hiperbárica do porta aviões, pois estavam com sintomas de hipóxia (falta de oxigênio).

O primeiro incidente ocorreu no mês de fevereiro, quando pilotos de um E/A-18 Grower foram surpreendidos por uma falha no sistema de suprimento de ar e pressurização, com isso tiveram que retorna rapidamente ao USS George Bush.



O segundo incidente ocorreu após a decolagem para cumprir missões contra o ISIS (Sigla em Inglês para Estado Islâmico). Tão logo o piloto detectou o problema retornou ao porta aviões e foi levado pelos médicos para a câmera hiperbárica. Em ambos os casos foram de sorte, pois as aeronaves estavam nas proximidades do USS George Bushao, mas caso estivessem em missão em território do Estado Islâmico e longe do navio aeródromo, as complicações seriam grandes.

Os efeitos da hipóxia podem causar câimbras, dores no peito e perda de sentidos e até a morte. Em ambos os casos os ocupantes das aeronaves tiveram de chegar a tempo no porta aviões e receber atentimento médico o mais rápido possível.

O USS George Bush é equipado com uma câmara hiperbárica, tem formato de ovo com um comprimento de 2,1 metros, aproximadamente. As câmaras geralmente são usadas para tratar dos mergulhadores da Marinha que sofrem bastante com a carência de oxigênio, porém a câmara hiperbárica pode ser utilizada para os pilotos, uma vez que eles também estão sujeitos à hipóxia.

Esses eventos de carência de oxigênio e descompressão no cockpit dos E/A18 Growe e Boeing F/A -18 Hornet aumentam a cada ano, o que leva uma preocupação para a US Navy.