Ontem foi um dia descrito como tenso para a cidade de São José dos Campos, com 688 mil habitantes e distante cerca de 120km do centro da capital Paulista, a capital da aviação brasileira não tem motivos para comemorar. Ontem foi encerrado seu último voo regular, operado pela TAM Linhas Aéreas (agora LATAM Brasil). Mas SJC já teve outros voos nos anos anterior a 2016, mas em 2014 a Azul cancelou sua rota para SJC, alegando inviabilidade de operar no terminal.

São José dos Campos não é uma típica cidade do interior, há muita atividade de construção civil através dos prédios da cidade, mas algo especial pode denominá-la como a capital da aviação brasileira, na cidade contamos com a presença de uma sede da Embraer, a terceira maior empresa de aviação do mundo, além das instalações do ITA, o instituto de excelência em engenharia aeronáutica e aeroespacial.

Outros setores da economia como a agroindústria e o setor de comércio e serviços também tem grande representatividade para a região, resultado de funcionários bem remunerados que alimentam a atividade econômica de acordo com suas necessidades.

Recentemente o Aeroporto de São José dos Campos recebeu um investimento de R$ 19,5 milhões para realizar uma ampliação do terminal, que passou de 800 para 5,8 mil m². O local tem aproximadamente 37 movimentos diários (pousos e decolagens), e a Embraer presente nas imediações também alimenta o interesse pela permanência do local, mesmo nas condições atuais de um aeroporto totalmente ocioso no quesito aviação comercial de voos regulares.

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Embraer é a grande atratividade do local. Foto – Embraer

Aliás, porque um aeroporto que deveria ser tão utilizado pela linha executiva de passageiros está simplesmente sem voos?

Como citado acima, a Azul cancelou seus voos alegando inviabilidade da rota, enquanto a TAM se manifestou dizendo que o cancelamento ajuda a “enfrentar o contexto macro econômico”. Mas será que tal característica não é causada por incompatibilidade de frota ou a proximidade de São Paulo uma limitação?

Isso ainda não sabemos, mas cabe voos em SJC, só não é possível operar com uma aeronave inadequada a demanda atual de passageiros, e nesse ponto sabemos que a maioria das companhias aéreas nacionais tem uma frota bastante padronizada.

A Infraero, empresa administradora do terminal, relatou que estará buscando novas formas de renda para o local, que consta com taxa de manutenção mensal alta. A nova renda deverá vir de voos cargueiros, locadoras de automóveis e empresas de aviação em geral. O importante é não fazer de SJC mais um déficit no caixa da empresa.

 

Mais informações sobre a postagem:

*O voo da TAM era realizado seis vezes por semana na rota São José – Brasília com decolagem às 6h22, e o mesmo para o voo contrário, Brasília – São José dos Campos com decolagem às 21h.

*O Aeroporto de São José dos Campos existe desde meados de 1940. Atualmente conta com uma pista de 2600m que tem equipamentos para pouso via instrumentos, como ILS e DME. Além disso tem 2 fornecedores de combustível e movimentação média de 250 mil passageiros por ano (dados de 2012), que dá cerca de 684 passageiros por dia.

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