A Força Aérea Americana utilizou dois bombardeiros de grande porte B-2 Spirit para atacar alvos do Estado Islâmico na Líbia. A aeronave fez seu primeiro ataque ontem (19/01) e matou cerca de 85 combatentes do IS em Sirte, perto da capital do país.

No total os dois bombardeiros lançaram 108 bombas GBU-38 Joint Direct Attack fabricadas pela Boeing e mísseis AGM-114 Hellfire produzidos pela Lockheed Martin e carregados pelo drone USAF MQ-9 Reapers. O custo total dessa missão é cotado em mais de 1 milhão de dólares, já que o custo da hora de voo do B-2 é de US$ 128800 aproximadamente. 

A missão durou 34 horas e precisou de 5 reabastecidas no ar para a aeronave então chegar ao destino e voltar a base aérea, a decolagem foi realizada na Base Aérea de Whiteman, no Missouri, cerca de 15 aviões de reabastecimento aéreo ajudaram no trajeto, esses aviões também fizeram reabastecimentos em solo para continuar a missão.

Ao todo a USAF tem 20 bombardeiros B-2 Spirit para realizar ataques, essa aeronave pode carregar 18100kg de carga útil, ou 80 bombas GBU-38. O B-2 também se destaca por voar em altas altitudes, ser praticamente invisível aos radares terrestres, carregar bombas nucleares e voar até 11100 km com o tanque cheio de combustível.

O Estados Unidos justificou dizendo que empregou essa avançada aeronave para combater organizações do IS que planejavam um ataque na Europa. Alguns veículos de imprensa relataram que o uso da aeronave era inadequado para a situação, visto que o Estado Islâmico não tem tecnologia necessária para detectar e derrubar uma aeronave militar em serviço.

Outras fontes dizem que a USAF aproveitou a possibilidade da missão para treinar seus pilotos em situações de combate real. O B-2 voou sua última missão de combate em março de 2011, quando três bombardeiros atingiram a Força Aérea da Líbia, durante o regime de Muammar Qaddafi, cerca de 45920 kg de bombas GBD-31 JDAMs foram utilizadas para destruir aeronaves.

Há também a possibilidade do governo americano estar intimidando a Força Aérea da Rússia através da demonstração de capacidade do B-2. No ano passado a Rússia deu uma volta sem reabastecimento pelo Continente Europeu com o Tupolev 160 para realizar um ataque na Síria, essa manobra da Rússia deixou diversos países da Europa em alerta, na ocasião Vladimir Putin não esclareceu se o feito foi para pressionar os países europeus. Tecnicamente esse ataque da Rússia poderia ser realizado com uma curta rota de ida e volta.

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