Na tarde desta quarta-feira (19/01) a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) anunciou que, depois de aprovar 45% dos aviões comerciais dos EUA, agora cerca de 62% dos aviões estão aprovados.

Essa aprovação é específica para pousos e decolagens com baixa visibilidade, visto que as conexões 5G podem interferir no radioaltímetro das aeronaves, equipamento utilizado para “medir” a altitude das aeronaves em relação ao solo. Como um sonar, o equipamento é capaz de medir o tempo que a onda é emitida do avião até ser refletida pelo solo logo abaixo do mesmo.

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O problema está concentrado na Banda C, utilizado para a comunicação da aeronave com os satélites as frequências entre 3700 a 3980 MHz. Os sinais de 5G na mesma banda podem interferir nos altímetros de aeronaves, que usam a faixa de 4200-4400 MHz. 

De acordo com a lista publicada pela FAA, as seguintes aeronaves estão aprovadas para voos em baixa altitude sem condições de visibilidade: Boeing 717, 737, 747, 757, 767, 777, MD-10/-11 e Airbus A300, A310, A319, A320, A330, A340, A350 e A380.

Curiosamente o novo Boeing 787 Dreamliner não está na lista, assim como o modelo 727. No caso do primeiro, há um problema secundário envolvendo o trem de pouso da aeronave, que pode sofrer interferência de redes 5G.

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Os modernos aviões da Embraer não estão na lista da FAA. Estes são amplamente utilizados pelas aéreas regionais dos Estados Unidos. O Airbus A220 também não está na lista, outra moderna aeronave lançada nos últimos anos.

A FAA disse que espera emitir mais aprovações nos próximos dias.

Cerca de 150 aeroportos enfrentam atualmente zonas de risco por interferências no radioaltímetro, devido a implementação acelerada do 5G pelo FCC, que não observou os questionamentos das fabricantes de aeronaves. 

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