Aeroflot Confisco
Foto: Richard Vandervord (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

Por conta dos conflitos da Rússia no território ucraniano, as companhias russas estão enfrentando dificuldades operacionais em decorrência das sanções aplicadas por países do mundo todo. 

No dia 1º de junho, um Airbus A330-300 da Aeroflot que realizava o voo SU288 entre Moscou (SVO) e Colombo (CMB), no Sri Lanka, teve o seu voo de volta para a capital russa negada após o lessor da aeronave reivindicar a propriedade do avião. 

Para quem não se lembra, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou uma lei autorizando o confisco de aeronaves pertencentes às empresas estrangeiras de leasing

Com isso, cerca de 740 aviões foram autorizados a operar voos domésticos, mesmo sem o pagamento de leasing e suporte oficial das fabricantes. O impacto para as empresas de leasing pode ser superior a US $10 bilhões, sendo o maior prejuízo direto ao setor da aviação desde o início da pandemia.

No caso do A330 da Aeroflot, a aeronave se preparava para retornar até Moscou, mas acabou por ter a sua decolagem negada pela torre de comando do aeroporto, obrigando o desembarque dos passageiros presentes. 

Registrado como RA-73702, o Airbus A330-300 ‘apreendido’ antes do confisco pelo Putin detinha a matrícula VQ-BMY, pois diversas aeronaves ocidentais passaram a receber o registro local por parte das companhias russas, mesmo com os locadores (ou lessors) rescindindo os contratos. 

Nos últimos meses, além da massiva proibição de voos ao exterior, as empresas russas estão proibidas também de receber novas peças, usando como solução paliativa a canibalização de aeronaves.

Com informações: Simple Flying