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Aeroportos
Foto: Divulgação / Aeroporto de Brasília

A pandemia da Covid-19 levou o transporte aéreo à maior crise de sua história. Apenas na América Latina e no Caribe, mais de 700 milhões de passageiros deixaram de viajar em 2020, uma queda de 61% em relação a 2019.

Esta dramática redução no tráfego aéreo, no entanto, representa uma oportunidade única para muitos aeroportos que precisam expandir sua capacidade.

Embora leve vários anos para atingir o volume total de tráfego em 2019, a demanda nos horários de pico em vários aeroportos pode aumentar muito antes. Trata-se de um ponto crítico para fins de planejamento de infraestrutura, já que a demanda dos horários de maior movimento é crucial para determinar a capacidade do aeroporto.

O tamanho dos terminais aéreos, bem como a capacidade das pistas, pistas de taxiamento e pátios de estacionamento de aeronaves é determinado pela demanda no horários de pico e  não pela demanda anual.

Por este motivo, a queda da atividade aérea deve ser utilizada para a realização de obras que, em circunstâncias normais, representariam um problema de segurança logística e operacional, devido ao impedimento mútuo entre as operações aéreas e as atividades de construção, podendo, em alguns casos, até afetar a capacidade de operação do aeroporto.

A ACI-LAC recomenda que as autoridades aeronáuticas e os operadores aeroportuários aproveitem esta janela de redução da demanda de transporte aéreo para realizar obras de capacidade e segurança. Vários aeroportos em todo o mundo têm aproveitado a situação atual para manter e expandir as infraestruturas que atingiram o limite da sua capacidade e atualizar as condições de segurança.

 

Via: Airports Council International (ACI)