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África do Sul: 85% dos aviões da força aérea não podem voar

Saab JAS-39D Gripen da Força Aérea da África do Sul. Foto: Saab.
Saab JAS-39D Gripen da Força Aérea da África do Sul. Foto: Saab.

A Força Aérea da África do Sul (SAAF) está em estado crítico, segundo informações do Ministério da Defesa do país. A pasta afirma que 85% das aeronaves da SAAF estão sem condições de voo. A situação é reflexo de uma grave crise, que colocou a força aérea, quase que inteira, no chão. 

Respondendo um questionamento do parlamentar Kobus Marais, do partido liberal Aliança Democrática (AD), a ministra da Defesa Thandi Modise revelou as tristes condições da SAAF. A organização, que já esteve entre as mais modernas do continente africano, tem apenas 15% de sua frota em condições mínimas de operação, deixando a nação vulnerável à ameaças externas. 

Os números são alarmantes. Das 388 aeronaves da SAAF: 

  • 188 estão completamente aterradas e/ou fora de serviço
  • 60 serviços de manutenção grandes
  • 3 deram baixa por fim de vida útil 
  • 27 aguardam reparos
  • 6 estão atualmente em reparos

Ainda de acordo com o documento, apenas dois dos 26 caças Saab JAS-39 Gripen estão em condições de voo. Dos 24 jatos BAe Hawk, somente três estão operacionais. A frota de Gripens voltou às atividades no passado, após passar mais de um ano completamente parada por falta de manutenção, contudo, os números mais recentes não são uma perspectiva otimista para a SAAF. 

Dessa forma, 53% da frota, 233 aeronaves entre cargueiros, caças, treinadores e helicópteros estão inoperantes por falta de peças sobressalentes e restrições orçamentárias, que impedem as manutenções necessárias, denuncia o partido político.

Dos 24 jatos BAe Hawk 120 da África do Sul, apenas três têm condições de voo. Foto: Força Aérea Sul-Africana.

Dos 24 jatos BAe Hawk 120 da África do Sul, apenas três têm condições de voo. Foto: Força Aérea Sul-Africana.

O grupo, que faz oposição ao governo atual, a má gestão, falta de vontade política e a negligência comprometeram gravemente as capacidades de combate da Força de Defesa Nacional Sul-Africana (SANDF), afirmando ainda que baixíssima prontidão das forças armadas transformou-se numa crise nacional.

“É particularmente angustiante notar que as aeronaves de combate da SAAF, incluindo os helicópteros de ataque Oryx, Rooivalk, o helicóptero BK 117 e o LUH 109, estão entre as mais afetadas em termos de serviço ativo”, disse Kobus Marais. 

Por fim, o AD exigiu ações imediatas da atual gestão, buscando restaurar as condições operativas da SAAF e soberania do espaço aéreo e defesa da África do Sul. 

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.