Foto - Air France

#Paris Airshow 2019

Não há como negar, enquanto várias companhias da Europa estão renovando boa parte da sua frota de corredor único com aeronaves de nova geração e mais econômicas, a Air France continua voando com seus aviões do modelo A320ceo, e buscando algum lucro frente às low costs que já utilizam aeronaves mais econômicas.

Mas o CEO do grupo, Ben Smith, disse no último dia 14 de junho que a companhia planeja mudar esse panorama em breve.

Para renovar sua frota de curta e média distância, a Air France-KLM considera todos os tipos de aeronaves do mercado, como o Boeing 737 MAX, Airbus A320neo e A220, apesar da Air France ter uma clara inclinação a operar aviões do modelo A320, diferente de outras empresas do grupo, como a KLM e a Transavia, que são clientes da Boeing.

Ben Smith disse: “Não estamos com pressa; Estamos avaliando as três principais opções, o MAX, o neo e o A220. Esperamos ter uma boa compreensão do que faz sentido para nós”.

No entanto, o Grupo busca que cada companhia tenha suas frotas simplificadas, em relação a quantidade de modelos diferentes de aeronaves em operação. Smith disse que essas diretrizes possibilitam uma melhora para a Air France na rentabilidade, alcançando o mesmo patamar da KLM em porcentagem de lucro.

Recentemente a Air France assumiu as encomendas para o A350-900, realizadas pela KLM, enquanto a companhia holandesa optou por assumir a encomenda da Air France para o Boeing 787. Essa tendência mostra bastante o posicionamento de cada empresa.


A prioridade do grupo, no entanto, é renovar a frota do braço francês da Transavia que agora pode expandir sua frota, antes de dar qualquer passo adicional com as marcas reconhecidas, como a Air France e a KLM.

A Air France também discute internamente o destino do Airbus A380 na sua frota. O martelo já foi batido, e três aviões A380 devem sair da frota, dos 10 que a companhia opera, mas a Air France ainda não pode confirmar se vai atualizar o interior de cada A380 restante, algo que pode envolver um gasto extra de US$ 33,8 a US$ 45,1 milhões por aeronave.

De acordo com Smith, talvez o custo de retrofit do interior desses 7 aviões Airbus A380 não compensem na operação, e depende de quantos assentos a companhia consegue acrescentar e por quanto tempo essas aeronaves ainda vão operar na frota.

Por enquanto o foco para os próximos anos é criar condições para concorrer com as grandes europeias, como a Ryanair, a easyJet, a IAG e a Lufthansa.

 

Via – ATW Online