A Boeing, principal concorrente da Airbus, fez ao longo da última década vários experimentos com aeronaves em formato de delta, sem a tradicional fuselagem que conhecemos. Mas hoje (11) a Airbus apresentou seu novo conceito.

O MAVERIC (Modelo de Aeronave para Validação e Experimentação de Controles Inovadores Robustos) será um demonstrador da Airbus, para testar novas tecnologias.

O protótipo desenvolvido em escala tem 2 metros de comprimento e 3,2 m de envergadura. Toda a superfície da aeronave tem cerca de 2,25m².

O MAVERIC apresenta um design de aeronave disruptivo, com potencial para reduzir o consumo de combustível em até 20% em comparação com as atuais aeronaves de corredor único.

A configuração do “corpo da asa combinada” também abre novas possibilidades para o tipo e a integração de sistemas de propulsão, além de uma cabine versátil para uma experiência totalmente nova dos passageiros a bordo do avião.

Lançado em 2017, o MAVERIC subiu aos céus em junho de 2019. Desde então, a campanha de testes de voo está em andamento e continuará até o final do segundo trimestre de 2020.

O pequeno conceito ajuda a Airbus a entender o comportamento aerodinâmico da aeronave, e como desenvolver da melhor forma um protótipo totalmente funcional em tamanho real.

“A Airbus está aproveitando as tecnologias emergentes para ser pioneira no futuro dos vôos. Ao testar configurações disruptivas de aeronaves, a Airbus pode avaliar seu potencial como futuros produtos viáveis​​”, afirmou Jean-Brice Dumont, vice-presidente executivo de engenharia da Airbus. “Embora não haja um cronograma específico para a entrada em serviço, esse demonstrador tecnológico pode ser fundamental para provocar mudanças nas arquiteturas de aeronaves comerciais, para um futuro ambientalmente sustentável para a indústria da aviação”.

Importante notar que a Airbus postou diversas fotos de como seria o interior de uma “aeronave asa”, onde podemos observar um amplo espaço disponível a bordo, e até mesmo “colunas” de sustentação no interior. Como postado antes, a Boeing havia descoberto a necessidade dessas colunas durante o desenvolvimento de um avião com fuselagem oval, o NMA, devido às forças de pressurização.

Desvantagem para quem curte a janelinha, como o editor dessa matéria.

O conceito ainda passa por testes, e deve demorar vários anos para talvez ser aplicado em uma aeronave comercial. Além desse conceito, a Airbus também trabalha com outras tecnologias para os aviões de corredor único, com finalidade de deixar essas aeronaves ainda mais eficientes.

 

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