Airbus A321XLR

A Airbus e a Boeing estão com planos para aumentar a produção das suas principais aeronaves, as famílias A320neo e 737 MAX, respectivamente. Contudo, as fabricantes não conseguirão atender imediatamente a demanda em alta, devido a um problema na cadeia de fornecimento de motores.

A Airbus esperava aumentar a produção média da família A320neo para 65 aviões ao mês em 2023, mas adiou esse cronograma para 2024. No ano seguinte, em 2025, a Airbus mantém a perspectiva de alcançar uma produção mensal de 75 aeronaves da família A320neo.

A Airbus também diminuiu sua previsão de entregas de aviões para este ano, reduzindo de 720 para 700 aeronaves comerciais.

Foto – Boeing/Reprodução

Já a Boeing também planejava ainda em 2022 aumentar a produção da linha 737 MAX, para 38 aeronaves mensais, porém, não conseguirá atingir este objetivo.

A fabricante europeia justifica que a cadeia de fornecedores está limitando a produção de aeronaves, por este motivo, não planeja expandir a produção.

Já o presidente-executivo da Boeing, David Calhoun, ressaltou que a empresa está encontrando uma limitação no fornecimento de motores pela CFM, que ainda está tentando escalar a sua produção.

“Se eu achasse que tinha o suprimento de motores, faria isso hoje”, disse o presidente-executivo da Boeing, David Calhoun, durante uma declaração de resultados da Boeing. “Nossa escolha de não subir [a produção] para 38, assim que previmos originalmente, é honestamente baseada nessa restrição”.

Desta forma a Boeing está trabalhando atualmente para estabilizar a produção em 31 aeronaves da linha 737 MAX por mês. O presidente-executivo da empresa ainda espera que a cadeia de suprimentos sofra limitações por até cinco anos.

Em 26 de julho, Lawrence Culp, CEO da GE Aviation, disse que sua empresa estava “lutando” com a indisponibilidade de peças e que a GE e seus parceiros não conseguiram entregar tantos motores quanto os clientes gostariam.