11 de setembro 11/09
Foto: CORDON PRESS

Os ataques terroristas do dia 11 de setembro marcaram para sempre a vida de todos no mundo inteiro, jamais um ataque com aquelas proporções foram feitas. O mundo assistiu ao vivo um dos aviões sequestrados se chocarem contra uma das torres do World Trade Center, o desespero tomava conta dos Estados Unidos naquela manhã.

Até a chegada da crise mundial de saúde provocada pela Covid-19, os ataques do 11 de setembro se tornaram a pior crise que a indústria da aviação havia enfrentado em toda a sua história.

Após todos os acontecidos daquele dia de 2001, a aviação mudou completamente: Mas quais foram essas mudanças? 

 

Segurança nos Aeroportos

A facilidade como os terroristas da Al-Qaeda tiveram acesso aos quatro voos sequestrados da American e da United, mostrou o quanto o sistema de segurança dos Aeroportos precisava de uma atualização e um reforço imediato em todo o seu sistema. Após os ataques, os EUA criaram a Transportation Security Administration (TSA).

A TSA se tornou um órgão responsável por gerenciar toda a segurança envolvendo Aeroportos, Passageiros, Tripulantes entre outros. De modo geral, o novo órgão passou a administrar todos os procedimentos de segurança do inicio ao fim da viagem.

Nos Aeroportos as inspeções de bagagens se tornaram mais criteriosas, exigindo que fossem verificadas por agentes federais, que receberam treinamentos mais complexos para buscar e localizar todo e qualquer artefato perigoso a segurança dos passageiros e a bordo das aeronaves.

Além disso, cães farejadores realizavam buscas em todas as malas, caso fosse detectado algo suspeito, a mala seria aberta e verificada detalhadamente por um agente sem avisar ao dono. Se tornou proibido que uma mala estivesse embarcada no avião sem que seu legítimo dono estivesse a bordo, todas deverão ser retiradas.  

Com a nova verificação de bagagens, após alguns anos o TSA implementou também uma nova restrição quanto ao transporte de líquidos em malas. Líquidos em spray, em gel e quaisquer outras formas e embalagens e até mesmo simples garrafas de água, se tornaram proibidas de embarcar em viagens porém a regra sofreu uma alteração posteriormente permitindo uma quantidade menor em embalagens especificas. 

Foi determinado que objetos com pontas e partes cortantes que possam oferecer algum risco a bordo, estavam proibidas de embarcar. Os funcionários dos Aeroportos receberam um novo treinamento para localizar esses objetos, bem como o localizar armas e explosivos escondidos.

Um novo scanner corporal foi implementado, permitindo que a máquina de Raio-X possa verificar se há algum objeto proibido escondido no corpo do passageiro. 

Os equipamentos eletrônicos em transporte como bagagem de mão dos passageiros passaram a ser colocados obrigatoriamente na caixa de inspeção separados de mochilas e bolsas, afim de verificar se há explosivos ou drogas escondidas no interior dos equipamentos.

 

Segurança a bordo e durante as viagens

Novas regras também foram implementadas para aumentar a segurança a bordo e durante as viagens. Algum tempo depois do 11 de setembro, foram proibidas as visitas à cabine de comando antes, durante e ao final do voo afim de garantir uma segurança maior aos pilotos.

As portas do cockpit receberam a blindagem, e também uma nova tranca que poderia ser destravada somente pela parte de dentro. 

Além disso, foram implementados cursos de defesa pessoal e também contra outros atos que possam colocar em risco a segurança do voo para os tripulantes. 

Foi criada uma lei nos EUA que permitia que os pilotos pudessem embarcar portando algum tipo de arma para reforçar a segurança durante o voo. Os EUA também criou uma lista em conjunto com a Segurança Nacional para identificar possíveis terroristas tentando embarcar com documentos falsos ou identidade modificada. 

 

Confiança dos passageiros

Após o 11 de setembro, o número de viagens caiu em níveis preocupantes, já que o mundo todo estava preocupado com a segurança das viagens após os atentados.

Durante alguns anos, as companhias aéreas lutaram contra a falta de demanda de passageiros e consequentemente com a grande redução nas receitas. Muitas companhias norte-americanas se fundiram nas duas últimas décadas como resultado da crise iniciada no 11/09.

Pouco mais de cinco anos após os atentados, as receitas e o número de passageiros viajando foi subindo gradativamente conforme novas regras de segurança eram implementadas no mundo todo.

A situação se assemelha à pandemia de Covid-19, que ocasionou restrições de viagens no mundo todo se tornando a pior crise da história da aviação após o 11 de setembro.

 

DEIXE UMA RESPOSTA