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Após aprovação dos EUA, Argentina compra aviões P-3 usados da Noruega

Argentina comprou quatro P-3 Orion usados da Noruega. Negócio foi aprovado pelos Estados Unidos. Foto: Força Aérea Real Norueguesa.
Argentina comprou quatro P-3 Orion usados da Noruega. Negócio foi aprovado pelos Estados Unidos. Foto: Força Aérea Real Norueguesa.

Em meio à uma forte crise econômica, a Argentina adquiriu na terça-feira (17) quatro aeronaves P-3 Orion, recém aposentadas pela Noruega. O negócio entre Oslo e Buenos Aires ocorre seis dias após a aprovação dos Estados Unidos, que buscam resgatar a influência política na região, frente à crescente presença da China. 

A aquisição, avaliada em US$ 60 milhões, foi formalizada em uma cerimônia presidida pela ministro da Defesa argentino Jorge Taiana, a bordo do Museu-Fragata Sarmiento. São três P-3C Orion para missões de patrulha e vigilância marítima e um P-3N, especializado em ações de busca e salvamento. Segundo Taiana, essas serão as principais atividades dos “novos” P-3 da Argentina. 

Com a compra, a Armada Argentina recupera uma capacidade perdida em 2015 com a baixa dos seus antigos P-3B. O país planejava modernizar os aviões, mas a falta de recursos impediu o trabalho. Apenas um P-3B restou, mas não voa desde então, aguardando a modernização. A tragédia com o submarino ARA San Juan, em 2017, também deixou clara a falta de uma aeronave do tipo no país. 

P-3B Orion da Marinha Argentina. Foto: Armada Argentina.

P-3B Orion da Marinha Argentina. Foto: Armada Argentina.

A Noruega aposentou sua frota de Orion em junho. Os P-3 deram lugar aos modernos P-8 Poseidon, que também substituíram os turboélices em outros países. Os quatro aviões ex-Noruega estão nos EUA, onde tripulantes argentinos recebem treinamento para operar os aparelhos. O primeiro dos quatro P-3 deve chegar ainda esse ano, com o restante sendo entregue em 2024. 

F-16 ou JF-17?

Além dos P-3 noruegueses, Washington também aprovou a venda de 24 caças F-16 Fighting Falcon para a Argentina, também usados. Os aviões aposentados pela Dinamarca poderão ser os novos jatos de combate da Fuerza Aérea Argentina, que não opera caças supersônicos desde 2015, quando aposentou seus Dassault Mirage. 

O embargo da Inglaterra impõe uma grande barreira aos argentinos, que viram no caça sino-paquistanes JF-17 Thunder uma possível solução, o que reforçou a aproximação com Pequim. A escolha e assinatura da compra do novo caça argentino vem se arrastando nos últimos anos, passando de governo em governo. China e Estados Unidos entraram em uma disputa de influência na região, que tem sofrido com uma severa crise econômica e enfrenta eleições presidenciais conturbadas. 

Com informações de Navy Recognition 

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.