EMTRASUR Argentina Venezuela Irã
Foto: CONVIASA

A Argentina decidiu confiscar oficialmente um Boeing 747-300 da companhia aérea estatal Emtrasur Cargo, que tem sede na Venezuela. O avião pousou no dia 06 de junho em Buenos Aires, transportando peças da VW para a produção de carros, decolando a partir de Querétaro, no México.

Contudo, as autoridades da Argentina decidiram investigar o avião e negaram apoio de solo em sua partida. Logo, o Boeing 747 ficou sem reabastecimento de combustível e sem manutenção.

A acusação do avião pertencer ao Irã foi realizada pelo ministro da Segurança da Argentina, Fernandez Anibal, apontando que o avião da venezuelana Emtrasur Cargo estava sendo operado por cidadãos do Irã.

E nas últimas horas o juiz federal Federico Villena, da Argentina, deliberou pelo confisco da aeronave, enquanto as circunstâncias em que chegou ao país continuam sendo analisadas. 

Anibal declarou no Twitter que cinco homens detidos, e que faziam parte da tripulação, carregavam passaportes iranianos e são militares. Outros 14 tripulantes eram venezuelanos. Todos os passaportes foram retidos, até que a justiça finalize a perícia em seus telefones, tablets, computadores e pen drives.

O real motivo de toda essa movimentação pode ser uma suspeita da Argentina que um iraniano pertença à Guarda Revolucionária Islâmica, apesar de não ter nenhuma denuncia formal envolvendo Gholamreza Ghasemi.

A Mahan Airlines vendeu o Boeing 737-300M de matrícula YV3531 para a Emtrasur Cargo em 2019, e desde então este é o único avião operado pela subsidiária da estatal venezuelana Conviasa. Destaque também para a aeronave estar na lista negra dos Estados Unidos, e impossibilitada de realizar voos para qualquer cidade norte-americana.

Como os dois países são parceiros, e também sofrem sanções de países ocidentais. Recentemente a Conviasa acertou a incorporação de dois aviões A340-600 que operam atualmente pela iraniana Mahan Air.