ATR 42 STOL
Foto: ATR/Divulgação

A ATR realizou hoje (11/05) o primeiro voo do ATR42-600S, a versão criada para operar em pista de curta distância, sem diminuir a performance da aeronave.

O voo inaugural durou cerca de 2 horas e 15 minutos, e decolou a partir do Aeroporto de Francazal, em Toulouse (França). O avião estava parcialmente configurado na versão 42-600S, visto que ainda faltam um estabilizador vertical e leme com maior área de atuação.

A tripulação a bordo realizou uma série de testes para medir o desempenho dos sistemas atualizados da aeronave.

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Após a conclusão bem-sucedida deste primeiro voo, novas funcionalidades serão testadas uma de cada vez, começando com o MFC-NG (Multifunctional Computer New Generation), seguido pelo Autobrake, Ground Spoiler e sistemas de classificação de decolagem com maior sustentação.

A aeronave entrará em sua configuração final até dezembro de 2022, com a adição de um novo leme maior, e passará para a fase de certificação em 2023. Até o momento, o ATR registrou 20 compromissos de companhias aéreas e arrendadores para este ATR 42-600S.

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O ATR 42-600S pode transportar de 30 a 50 passageiros, e os projetistas esperam que as modificações possibilitem operações em pistas com somente 800 metros de comprimento. Cerca de 500 aeroportos em todo o mundo tem pistas de 800 a 1000 metros, e não podem receber operações com as versões anteriores do ATR 42.

A versão STOL (S) modifica a parte traseira da fuselagem, os freios (que passam a ter função automática) e a parte de aviônicos da aeronave. Além disso, o ATR 42 ganha spoilers, que reduzem a velocidade durante o pouso, e também uma modificação para aumentar a área do leme, otimizando o controle em voos de baixa velocidade.

 

Novos motores

Recentemente a ATR também apresentou novos motores para as família 42 e 72. A Pratt & Whitney conseguiu criar uma versão com redução de 3% no consumo de combustível, na comparação com a opção atual de propulsão.

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Os custos operacionais devem diminuir em 20%, visto que a P&W conseguiu estender o prazo de revisão em 40%, para 20000 horas de voo. 

Além do aumento da autonomia da aeronave, da diminuição do custo com combustível, o maior prazo entre as revisões aumenta o período de disponibilidade da aeronave para as companhias aéreas.

A maior eficiência de combustível foi atingida com a utilização de novos bicos injetores de querosene no motor turboélice. Além disso, a propulsão está alinhada com o futuro, ao aceitar biocombustível em uma mistura de até 50% com o tradicional Querosene de Aviação.

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Via: ATR