Com as novas atualizações de software, a FAA (Federal Aviation Administration) retirou a obrigatoriedade de inspeções frequentes nos motores Pratt & Whitney PW1500G do Airbus A220, que já passaram pela atualização.

Anteriormente as companhias aéreas ou empresas operadoras do A220 precisavam inspecionar rotineiramente o compressor dos motores PW1500G, geralmente utilizando um boroscópio para conferir o estado interno do motor. Em algumas ocasiões, a desmontagem parcial era realizada para aferir os componentes com Raio-X ou fotoluminescência.

Todo esse cuidado ocorreu por uma má configuração do software anterior. Uma configuração das palhetas rotativas, localizadas um pouco antes da parte quente do motor, estavam direcionando o ar e criando internamente no motor uma ressonância. Por este motivo um desgaste acentuado do rotor do compressor pode ocorrer, como nos três incidentes registrados na Europa.

Com o novo software, também desenvolvido para o Embraer E2, a Pratt & Whitney conseguiu corrigir o problema, ao criar um novo ciclo de trabalho para o motor do Airbus A220.

Até surgir uma correção o motor sofreu limitações de uso, principalmente após três incidentes, dois com aviões diferentes da Swiss e um com outra aeronave da Air Baltic.

Vale ressaltar que a diretriz da FAA abrange somente as companhias que operam com o Airbus A220 nos EUA, como a Delta Airlines e a JetBlue.