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Aviões dos EUA e Reino Unido atacam alvos rebeldes no Iêmen

Caças F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA atacaram alvos dos rebeldes Houthis no Iêmen. Foto: Marinha dos EUA/Divulgação.
Caças F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA atacaram alvos dos rebeldes Houthis no Iêmen. Foto: Marinha dos EUA/Divulgação.

Após meses de tensão na região, Estados Unidos e Reino Unido responderam as ações dos rebeldes Houthis com ataques a alvos no Iêmen na noite de quinta-feira (11). O movimento é uma retaliação ao assédio dos rebeldes contra a navegação mercante no Mar Vermelho, atacando navios comerciais com drones e mísseis. 

Mais de 15 caças F/A-18 Super Hornet dos EUA, operando de porta-aviões da Marinha dos EUA, e quatro Eurofighter Typhoon FGR.4 da Força Aérea Real (RAF), empregaram armas de precisão contra sistemas de radar, bases de lançamento e armazenamento de mísseis e drones dos rebeldes que controlam boa parte do Iêmen, disseram oficiais do governo norte-americano.

O bombardeio também acontece um dia após o maior ataque dos houthis contra o tráfego de navios no Mar Vermelho. Foram 21 drones lançados contra as embarcações, todos interceptados. Os alvos estavam na capital, Sanaa, e nas cidades de Al Hodaydah, Sa’dah, Taiz e Dhamar. Navios e submarinos também dispararam mísseis contra os Houthis. 

Em comunicado, o presidente dos EUA Joe Biden confirmou que  os ataques no país “são uma resposta direta aos ataques houthis sem precedentes contra navios internacionais no Mar Vermelho – incluindo a utilização de mísseis antinavio pela primeira vez na história.” 

“Nós responsabilizamos os militantes Houthi e os seus patrocinadores iranianos desestabilizadores pelos ataques ilegais, indiscriminados e imprudentes ao transporte marítimo internacional que impactaram 55 nações até agora, colocando inclusive em perigo a vida de centenas de marinheiros, incluindo os Estados Unidos”, disse o General Michael. Erik Kurilla, comandante do Comando Central dos EUA. “As suas ações ilegais e perigosas não serão toleradas e eles serão responsabilizados.”
 
Alinhados com o Hamas da Palestina e apoiados pelo Irã, os Houthi prometeram atacar todos os navios que passassem pelo Mar Vermelho e Golfo de Aden com destino a Israel. Desde 17 de outubro de 2023, os militantes lançaram drones, mísseis antinavio e balísticos contra dezenas de embarcações. 

Após os ataques, milhares de iemenitas foram às ruas nesta sexta-feira (12) para protestar e condenar o bombardeio. Mohammed Ali al-Houthi, do Conselho Político Supremo dos Houthi, disse que os ataques são terrorismo dos EUA. “Os Estados Unidos são o Diabo”, afirmou à população. 

Os rebeldes disseram que seguirão atacando as embarcações até que Israel saia da Palestina, onde busca por células do Hamas. As ações dos rebeldes afetaram cerca de 15% do comércio marítimo mundial e grandes empresas de navegação pararam de navegar pelo Mar Vermelho por conta da situação. EUA, Reino Unido e mais países prometeram proteção aos navios e ao direito de livre tráfego marítimo. 

Com informações de CNN e BBC

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.