Azul, GOL e LATAM precisam aceitar nesta semana as condições para receberem o empréstimo do BNDES

As três grandes companhias aéreas do país (LATAM, GOL e Azul) estão em um processo de análise do processo de “socorro” do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Se as companhias aceitarem as condições impostas pelo BNDES, a transação será realizada em maio para as empresas receberem a “ajuda”, que pode variar entre R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões, ainda em junho deste ano, após dois adiamentos por parte do banco.

Assim como informado anteriormente pela Aeroflap, o pacote de empréstimo do BNDES para as companhia aéreas brasileiras terá uma série de requisitos e condições, incluindo garantia desses empréstimos, e como as companhias vão utilizar. 

Já o aporte não será realizado somente pelo banco estatal, este deverá ter a ajuda de empresas privadas e investidores.

O BNDES espera ter uma resposta conjunta de todas as companhias aéreas envolvidas ainda nesta semana, para agilizar a liberação dos recursos financeiros, que pode garantir a manutenção de 45000 empregos diretos, e mais de 50000 indiretos.

“As empresas têm de oferecer um instrumento de liquidez que seja aceito pelo BNDES e credores”, explicou uma fonte, na condição de anonimato ao Valor Econômico.

O mercado aponta que algumas companhias já agilizam a emissão de novas ações ou o fracionamento acionário para colocar como garantia, outras podem optar por colocar em garantia patrimônios da empresa. 


Como as debêntures e warrants colocam em garantia ações das empresas, isso pode levar à uma diluição dos acionistas atuais entre 20% e 25%. A GOL já aumentou o capital social, emitindo novas ações.

Além disso, o BNDES continua ressaltando que ainda separa duas linhas de crédito, com US$ 500 milhões adicionais para a Embraer, em forma de empréstimo, e mais um crédito de US$ 500 milhões para financiar exportações.

 

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