Aviação

A Boeing ressaltou em uma divulgação de resultados hoje (27/07) que retomará em breve as entregas do 787 Dreamliner, após uma longa pausa de 21 meses, devido aos problemas encontrados na fabricação do avião.

“Estamos prestes a retornar ao processo de entrega [787]”, disse o CEO David Calhoun em 27 de julho. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos clientes e o regulador nessas etapas finais.”

“O número de documentos, o número de análises, o número de aprovações progrediram em um ritmo bastante rápido… em direção ao fechamento”, responde Calhoun.

Em nota oficial a empresa disse que “continua trabalhando com a autoridade de aviação civil norte-americana (Federal Aviation Administration ou FAA, na sigla em inglês) para finalizar as ações de retomada das entregas e está preparando as aeronaves para entrega”.

A fabricante evitou colocar um prazo para recomeçar as entregas, visto as lições aprendidas com várias postergações do programa 737 MAX após a paralisação para corrigir os erros. Contudo, a American Airlines lista que deve receber em agosto dois aviões 787 na sua frota, e não mudou o cronograma nos últimos dados apresentados, neste mês.

“Os clientes estão subindo em torno dos aviões e certificando-se de que eles também estão prontos para entrega e aceitação. Sentimos que estamos no limite e estamos razoavelmente confiantes nisso”, acrescenta Calhoun. “Não podemos te dar uma data.”

Foto: Boeing

Atualmente mais de 100 aviões do modelo 787 Dreamliner estão estocados nas instalações da Boeing, isso significa que a empresa deixou de arrecadar 9 bilhões em receita em 2020 e 2021, somente com esse problema. A retomada das entregas, junto com uma taxa maior de produção do 737 MAX, pode colocar a fabricante norte-americana novamente no caminho dos altos lucros.

A Boeing está produzindo o 787 Dreamliner a uma taxa muito baixa e continuará a fazê-lo até que as entregas sejam retomadas, com um retorno gradual esperado para cinco unidades por mês ao longo do tempo.

A empresa ainda prevê custos anormais para o 787 de aproximadamente US$ 2 bilhões, com a maioria incorrida até o final de 2023, incluindo US$ 283 milhões registrados no trimestre.