Como parte da modernização dos clássicos B-52H Stratofortress, a Boeing está estudando formas colocar um novo radar no grande bombardeiro norte-americano e já pode ter um carta na manga com a Raytheon (uma empresa do seguimento tecnológico para a área de aviação). A empresa já emprega radares de bom desempenho como os APG-79 / APG-82, que são usados nas frotas de caças de superioridade aérea F-15E Eagle.

O planejamento é que os radares comecem a ser usados em 2024. Segundo a fabricante Boeing, o radar AESA irá melhorar questões como a navegação do BUFF (como também é conhecido o B-52), bem como uma melhora para as missões de ataques convencionais e nucleares. Por serem radares digitalizados, poderão fornecer aos tripulantes uma perspectiva diferente, bem como facilidade e precisão, o que é muito importante no cenário atual de combate.

Boeing B-52H Stratofortrees da USAF

O fator digital empregado nos radares AESA, poderão possibilitar que o B-52H ataque alvos simultaneamente, além de um melhor mapeamento e alcance de detecção.

Mesmo sendo uma aeronave dos anos 50, a aeronave ainda fornece uma grande ajuda para a USAF e não é à toa que querem modernizar o B-52 para mantê-lo voando após de 2050. Para isso vai ser preciso uma completa revisão e modernização em todos os sistemas do avião, não apenas nos radares também na troca dos oito motores, que inclusive já está sendo discutida entre empresas do seguimento e a USAF.

Bombardeiros B-1B Lancer e B-52H Stratofortress na base aérea de Guam. Foto: autor desconhecido

Além do BUFF a USAF quer aumentar também a vida útil do bombardeiro supersônico B-1B Lancer, que desempenha uma peça fundamental quando se trata de ataques rápidos e precisos.

Fonte de apoio: Flight Global / Edição: Aeroflap