Boeing NMA
Imagem: Leeham News

A concorrência entre Boeing e Airbus sempre foi acirrada, cada fabricante tenta melhorar cada vez mais seu produto e ganhar a preferência das companhias aéreas. Algumas vezes tem companhias que só utilizam aviões de apenas uma fabricante porém de diversos modelos. 

A crise fez com que muita coisa fosse repensada na aviação, hoje em dia vemos menos aviões com quatro motores e mais aviões com dois e talvez um pouco menores. Cortar custos se tornou quase um sinônimo de sobreviver para as companhias aéreas que enfrentaram a maior crise da história da aviação mundial.

Pensando em algo menor dessa vez e mais eficiente, a Boeing pode estar dando os primeiros passos de um novo projeto de aeronave. Segundo o site Aviation Week, a fabricante americana estaria buscando desenvolver um projeto totalmente novo para concorrer diretamente com o Airbus A321neo. 

O chamado Novo Avião de Porte Médio(NMA), a nova família seria com variantes de 3 aeronaves. Chamadas atualmente de NMA-5, NMA-6, NMA-7. 

Fonte: Leeham News

A nova aeronave da Boeing preencheria um mercado que desde o 757 não era aproveitado pela fabricante. Já que os novos 737 MAX 9 e 10 não concorrem bem com o A321neo e A321XLR. O projeto anterior da Boeing para essas aeronaves passava do número de passageiros que o A321 levava, sendo assim concorria com da própria fabricante que é o 787-8.

Apesar do tamanho, o 737 MAX 10 não consegue ir tão longe quanto o A321XLR, o alcance do avião americano é de 6.110 km contra 8.700 km do avião europeu. 

“É necessário um novo avião para substituir o 737-9 / 10, que é superado pelo A321neo por uma margem embaraçosa de três ou quatro para um, dependendo do ponto de medição. Existe o gap do meio do mercado acima do 737-9 / 10 que ainda precisa ser preenchido. Portanto, uma nova família de aviões de 189 assentos (o 737-9) a 250 assentos (767-300ER) e uma faixa de 4.000a-4.500nm é necessária. Em outras palavras, um ‘NMA Lite’. ” Disse a Leeham News. 

Em algumas pesquisas, o resultado foi de que apenas 35% das rotas operadas com o Boeing 787-8 tinham mais de 5.000 milhas náuticas. O novo avião seria mais leve e levaria quase a mesma quantidade de passageiros e ser capaz de ir mais longe. 

O Boeing 757 foi uma época de ouro principalmente por ser amado pelas empresas americanas. Tinha uma autonomia grande para uma aeronave que podia levar de 180 a 230 passageiros ou até mais dependendo da configuração que leva. Desde então o A321neo e XLR passaram a tomar conta desse mercado deixado pelo jato americano.

A Boeing tem um grande projeto em mãos para voltar a acirrar a competição, que foi afetada pelos problemas no Boeing 737 MAX e agora com atrasos no 777X.