Boeing produção 787 737 MAX
Foto: Boeing

O Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DOT) anunciou que realizará uma auditoria na produção do Boeing 787 e 737 para avaliar a supervisão da Administração Federal de Aviação (FAA) nas linhas de montagem mencionadas.

A decisão é decorrente de uma investigação que está em curso para apurar os recentes problemas envolvendo o Boeing 737 MAX, bem como a paralisação nas entregas do 787 após encontrar rachaduras em algumas fuselagens e falhas no processo de fabricação.

O memorando de autoria dos legisladores do Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara dos EUA quer saber se a FAA está fazendo pressão indevida no centro de produção da Boeing.

Confira parte do trecho do memorando:

“Nossos objetivos de auditoria serão avaliar a supervisão da FAA sobre a produção de Boeing 737 e 787, especificamente seus processos de identificação e resolução de problemas de produção e enfrentamento de alegações de pressão indevida no ambiente de produção”.

Com as entregas suspensas desde outubro de 2021, a Boeing tem enfrentado problemas com peças de fabricação do 787 que não estavam de acordo com o padrão de qualidade, algo que foi citado pela empresa como problema de fornecedor terceirizado.

Com previsão para as entregas retomarem no 2º semestre deste ano, a Boeing já acumula 115 aviões estocados, e mantém a produção em baixo ritmo. Pelos problemas estruturais derivados de erros na produção, o 787 não pode ser entregue pela fabricante desde maio de 2021, e toda essa condição causará um prejuízo total de US$ 2 bilhões para a Boeing.

Desde então, a FAA passou a realizar as inspeções finais no 787 até que a Boeing possa atender aos padrões securitários de design da FAA. Por outro lado, o fabricante também ficou sem entregar o 737 MAX por 20 meses após o modelo se envolver com dois acidentes fatais, porém, as estregas já se normalizaram. 

Com informações: Flight Global