Boeing 787
Foto - Boeing/Divulgação

A Boeing divulgou ontem (27) os seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2022, e durante uma coletiva com executivos da empresa, a situação do 787 Dreamliner.

Com previsão para as entregas retomarem no 2º semestre deste ano, a Boeing já acumula 115 aviões estocados, e mantém a produção em baixo ritmo. Pelos problemas estruturais derivados de erros na produção, o 787 não pode ser entregue pela fabricante desde maio de 2021, e toda essa condição causará um prejuízo total de US$ 2 bilhões para a Boeing.

“A empresa continua prevendo custos anormais para o 787 de aproximadamente US$ 2 bilhões, com a maioria incorrida até o final de 2023, incluindo US$ 312 milhões registrados no trimestre”, disse a Boeing.

Com os aviões estocados, a Boeing também deixou de receber aproximadamente US$ 30 bilhões em receita.

Uma investigação foi iniciada na Itália nos últimos meses com base nas acusações da fabricante norte-americana Boeing contra a Manufacturing Process Specification (MPS). A investigação surgiu após a fabricante acusar a MPS de fabricar e fornecer peças com defeitos para a linha de jatos 787.

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Foto: Boeing

Ao longo dos últimos cinco anos foram fabricadas mais de 4.000 peças com defeito para as aeronaves Boeing 787, segundo dados preliminares das investigações. Em um relatório visto pela Agência Reuters, diversas peças de titânio foram fabricadas erroneamente para 35 aeronaves 787.

A Manufacturing Process Specification (MPS) é a fornecedora investigada que tem como principal motivo a verificação da qualidade e confiabilidade das peças fornecidas à Boeing conta falhas que poderiam resultar em riscos para a operação da aeronave. 

Um outro problema afeta uma parte da fuselagem pode sofrer de baixa resistência, em comparação com outras partes da mesma, causando um ponto a favor de rupturas ou problemas estruturais diversos. O problema é relacionado com dois tubos de fibra de carbono, localizados entre a junção das seções 47 e 48 da fuselagem do 787 Dreamliner. Posteriormente a FAA descobriu que esse problema pode ser causado por um erro no controle de qualidade da produção.

Outros problemas separados também estão causando prejuízos menores, com compensações financeiras para os operadores, que fazem atualizações em aeronaves que já estão em atividade.