Boeing 737 MAX
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A Boeing continua com um considerável estoque de aviões Boeing 737 MAX, mesmo após o retorno das operações e entregas em dezembro de 2020.

De acordo com as declarações dos executivos da empresa nesta quarta-feira (27) ainda há 320 aviões não entregues, de acordo com dados da Boeing do final de março.

Em janeiro, a Boeing disse que seu estoque de aviões 737 MAX não entregue era de 335, apenas 15 a mais do que os 320 que tinha no final de março. Aos poucos os estoque está diminuindo, e deve ser zerado até o final de 2023.

Mesmo com esse estoque, a Boeing continua aumentando a produção do 737 MAX. Neste momento a taxa está em 31 novos aviões produzidos por mês, o que dificulta diminuir o estoque.

A Boeing entregou 81 aviões 737 MAX nos primeiros três meses de 2022, o equivalente a 27 aeronaves por mês. O problema deverá ser resolvido com uma maior taxa das entregas, visto que as companhias estão retomando seus voos, e necessitam de aviões mais econômicos pelo alto preço do combustível.

Para piorar a situação, a paralização nas entregas do 787 Dreamliner também está causando problemas. São 115 aviões 787 Dreamliner recém-fabricados que estão estocados neste momento. São aproximadamente US$ 30 bilhões de receita que a Boeing não pode obter de imediato.

A fabricante norte-americana está desde março de 2021 sem entregar nenhum avião da linha 787, devido aos problemas de produção.

A divisão da fabricante de aviões comerciais registrou um prejuízo operacional de US$ 869 milhões no primeiro trimestre de 2022, e uma receita de US$ 4,2 bilhões – ambos os números praticamente inalterados na comparação com 2021.