Sexta geração NGAD USAF
Conceito NGAD. Imagem: USAF.

O caça do programa NGAD (Next Generation Air Dominance) da Força Aérea dos EUA (USAF) está uma nova fase de projeto. A aeronave de última geração agora se encontra na período de Engenharia, fabricação e desenvolvimento (EMD), revelou o Secretário da USAF, Frank Kendall, quarta-feira (01). 

O programa visa criar um “sistema de sistemas”, tendo um avião de caça de 6ª geração como o centro deste ecossistema de combate aéreo, que inclui drones atritáveis (descartáveis), sensores e novos armamentos como lasers. A aeronave também será opcionalmente tripulada. 

Next Generation Air Dominance. Imagem: Lockheed Martin.

Durante uma palestra da Heritage Foundation, Kendall disse que “Começamos agora no programa EMD para fazer a aeronave de desenvolvimento que levaremos à produção.”

Ainda em 2021 a USAF revelou que havia testado um protótipo de nova geração. Apesar não ter especificado se era o avião do NGAD, ficou claro que os programas tinham relação. “Basicamente, tínhamos um programa X-plane [experimental], projetado para reduzir o risco em algumas das principais tecnologias que precisaríamos para um programa de produção”, disse o Secretário.

Apesar da prototipagem do NGAD ter começado em 2015, Kendall disse que a contagem do programa está começando apenas agora com esta nova fase, e que a USAF deve acelerar o processo. Ele ainda afirmou que “não está interessado em demonstrar experimentos, a menos que sejam um passo necessário no caminho para uma nova capacidade”. A meta é ter uma aeronave operacional antes da década de 2030. 

Conceito NGAD. Imagem: USAF.

Conforme observa o Defense News, os programas de aquisição da Força Aérea dos EUA normalmente levam quase sete anos para atingir a Capacidade Operacional Inicial (IOC) desde o início da fase de EMD. Por mais que a USAF já esteja trabalhando no NGAD há sete anos, o recente início do EMD indica que ainda levará muitos anos até que o programa atinja o IOC.

Kendall diz que a Força Aérea tende a “fazer uma demonstração rápida e então temos que iniciar um EMD ou programa de desenvolvimento e esperar vários anos porque não iniciamos a função de desenvolvimento”. Todavia, ele diz que, a menos que haja necessidade de reduzir o risco, “devemos ir direto ao desenvolvimento para produção e chegar lá o mais rápido possível”. 

Em seus comentários na quarta-feira, Kendall também indicou que deseja que os programas de aquisição da Força Aérea passem mais rapidamente para a produção. Muitas vezes, ele disse, leva anos para chegar a esse estágio, e ele instruiu a Força Aérea a estabelecer programas de forma a obter recursos significativos para os aviadores o mais rápido possível.

NGAD sexta geração EUA USAF caça
Imagem: Popular Mechanics
Ao mesmo tempo em que os EUA arcam com os custos do F-35, o programa militar mais caro da história, o NGAD poderia superar os valores do polêmico caça de 5ª geração.
 
Falando aos legisladores em abril, o Secretário afirmou que o desenvolvimento e compra dos caças NGAD pode ser o programa de aeronaves mais caro da história, apontando que cada aeronave pilotada no programa provavelmente custaria várias centenas de milhões de dólares cada.
 
Segundo o The War Zone, a solicitação do orçamento de defesa para o ano fiscal de 2023 inclui US$ 1,7 bilhão para o programa NGAD, dos quais US$ 133 milhões serão destinados a financiamento de pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação. 
 
Outro aspecto importante do NGAD são os drones de combate. Kendall explica que o caça – peça central da família de sistemas – atuará em combinação com outros quatro a cinco aviões não tripulados, controlados pelo piloto “e usados juntos como uma formação operacional”.
 
MQ-28 A Loyal Wingman RAAF Boeing
O drone Loyal Wingman da Boeing Australia, agora designado MQ-28 Ghost Bat. Foto: Boeing.

A Força Aérea, disse ele, “vai nessa direção. Há muitas evidências de que isso pode ser feito.” Ele apontou para outros trabalhos, como o projeto Air Combat Evolution (ACE) da Defense Advanced Research Project Agency (DARPA) e o programa de drones ‘loyal wingman’ do Airpower Teaming System da Austrália como exemplos de como a ligação de aeronaves de combate pilotadas e não tripuladas pode funcionar.