JAS-39D Gripen África do Sul
Caças JAS-39D Gripen da Força Aérea Sul-Africana (SAAF).

A frota inteira de caças Saab JAS-39C/D Gripen da Força Aérea Sul-Africana (SAAF) está temporariamente aterrada. O motivo é a falta de recursos do Governo, que não renovou os contratos de manutenção junto à Saab no tempo necessário. 

Após uma série de questionamentos da mídia local, o Departamento de Defesa confirmou que a capacidade de Defesa Aérea da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF) foi impactada negativamente por discussões prolongadas relacionadas aos contratos de manutenção, afirma o portal defenceWeb

“Após uma longa discussão entre a Força Aérea da África do Sul, por meio da Armscor e da Saab sobre o contrato referente ao Gripen, propostas foram apresentadas por ambas as partes e estão sendo analisadas para garantir que o assunto seja tratado de forma conclusiva pelas partes envolvidas”, afirmou Siphiwe Dlamini, Chefe de Comunicação do DoD. “É lamentável que as discussões tenham demorado mais do que o esperado como resultado, impactando negativamente na capacidade de Defesa Aérea.”

Gripen C SAAF
JAS-39C Gripen da Força Aérea Sul-Africana. Foto via Saab.

“A SAAF está confiante de que será encontrada uma solução para resolver este assunto. Devido à sensibilidade em torno da discussão, as negociações não podem ser tornadas públicas”, acrescentou o porta-voz. 

Darren Olivier, Diretor da African Defense Review, observa que “graças a este atraso, a frota de Gripen da SAAF ficou paralisada por três meses e provavelmente não retornará ao ar até o final de janeiro, no mínimo.” No entanto, isto só deve acontecer se um contrato de manutenção for assinado ainda em 2021. 

O problema afeta não só os Gripens, mas também os treinadores BAE Hawk, helicópteros Oryx e os cargueiros C-130 Hércules. Há apenas cerca de uma dúzia de Oryx disponíveis em uma frota de cerca de 40. 

No ano passado, apenas cerca de um terço da frota Hawk estava operacional. Grande parte da frota de oito C-130BZ Hercules está fora de serviço, embora duas aeronaves estejam em condições de aeronavegabilidade e voando após uma manutenção importante. Outras duas estão passando por manutenção programada.

BAE Hawk 120 África do Sul.
Jatos Hawk 120 da SAAF.

Acredita-se que metade da frota de 26 JAS-39 (17 JAS-39C e nove JAS-39D) foi canibalizada para obter peças de reposição. Ao mesmo tempo, os tripulantes perdem experiência devido à falta de horas de voo. Isso é agravado pela falta de treinadores Pilatus PC-7 Mk II disponíveis, aponta o site. 

Em agosto deste ano, as negociações sobre a aplicação de novos contratos de suporte para o Hawk e o Gripen ainda estavam em andamento devido aos “altos custos fixos”.

O defenceWeb entende que os contratos de manutenção e suporte não foram renovados a tempo devido aos requisitos da Lei de Gestão de Finanças Públicas (PFMA), à implementação incorreta dos regulamentos de Aquisições Preferenciais pela Armscor e às restrições de financiamento.

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