Acidente Ucrânia Irã

O Conselho de Segurança de Transporte do Canadá (TSB) declarou que está insatisfeito com as conclusões sobre o abate de um avião da Ucrânia, que levou a fatalidade de 176 pessoas. 

O acidente que ocorreu no início de 2020 foi fruto de um abate, ainda não explicado com total clareza, por parte das próprias forças de combate do Irã, que confundiram o avião comercial com militar.

O órgão de aviação civil do Irã culpou o desalinhamento do radar de um lançador de mísseis e um erro de um operador de defesa aérea iraniana pela queda da aeronave em janeiro de 2020.

Como resultado da falta de clareza das autoridades iranianas, que foram as responsáveis por emitir o próprio relatório do acidente, o TSB sugeriu mudanças na investigação de acidentes aeronáuticos.

O TSB planeja prosseguir com as discussões na agência de aviação da ONU “nas próximas semanas e meses” para garantir a independência em casos em que militares do estado estejam envolvidos na derrubada de aviões.

Embora as regras que regem as sondagens de acidentes aéreos, conhecidas em toda a indústria pelo nome legal de “Anexo 13”, funcionem bem, o TSB disse que “este evento e investigação mais recentes demonstram que tem limitações”.

Segundo essas regras, o Irã manteve o controle geral da investigação aérea, mesmo quando seus militares foram acusados por participar do evento. O Irã estava atrapalhando as investigações desde o início destas, ao recusar a entrega das duas caixas-pretas.

O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, criticou o relatório através de um post no Facebook, dizendo que seria uma uma tentativa cínica das autoridades da República Islâmica de encobrir os verdadeiros motivos do acidente.

 

Com informações de Reuters.